Unilab participa de encontro Internacional em São Paulo

O encontro Internacional que aconteceu no Memorial da América Latina, sob o tema “O português, espanhol, francês, línguas do futuro do ensino superior e da pesquisa científica”, reuniu 25 reitores de universidades da América Latina, da África e da Europa, além de representantes diplomáticos de países francófonos e hispânicos.

O objetivo do evento foi registrar o início da atuação presencial da AUF na América Latina, além de discutir as formas de expressão cultural através da diversidade das línguas. Algumas dessas questões, levantadas durante a Conferência Mundial sobre o Ensino Superior, realizada em 2009, UNESCO/Paris. São elas: o aumento do investimento no ensino superior e os meios de acesso ao capital, a necessária diversidade cultural e linguística, a intensificação das cooperações regionais no contexto da internacionalização. Segundo a organização do evento a ideia é transformar a ciência em plurilíngue.

A Unilab, representada pelo reitor Paulo Speller, participou da mesa redonda com o tema: “Português, espanhol, francês na internacionalização das universidades: a cooperação entre África e América”.

O Reitor da Unilab, Paulo Speller, falou das propostas da Universidade da integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab). “A questão da língua se apresenta como algo muito pertinente, porque há uma integração com os países africanos, que tem na sua história a presença da língua portuguesa”, ressaltou Speller.

O reitor destacou, ainda, que a Unilab se apresenta com essa proposta a ser construída, porque não tem modelos, ou antecedentes, no caso de uma federal, mantida pelo governo. Falou também das áreas, em que a Unilab atuará, inicialmente, como agricultura, energia e tecnologias de desenvolvimento sustentável, formação docente, gestão pública e saúde coletiva.  “Atendendo as demandas do Maciço do Baturité, integrado com os demais países, nessa linha de trabalho técnico, cientifico e docente, estamos nos preparando para receber os estudantes, estamos construindo essas parcerias com os países, nesse sentido metade dos nossos estudantes são estrangeiros, com uma característica importante, todos estudarão em tempo integral, além de terem dupla diplomação”, disse o reitor.

“A presença da língua portuguesa se coloca como importante, mas nós estamos em um momento de vivencia cultural”, dizendo isso, o reitor lamentou a falta de africanos no evento, e finalizou ressaltando que a proposta da Unilab é trabalhar várias línguas.

Na mesa também estavam o diretor da filial para a América Latina do Escritório das Américas Patrick Chardenet, a coordenadora de Relações Institucionais e Internacionais, da Puc, Rennée Zicman, e a diretora da promoção e do ensino Línguas, Union Latine, Dolores Alvaréz, que levantou a importância de fazer uma conexão entre os países “de uma maneira harmoniosa, respeitando as culturas”.

Para Patrick Chardenet, diretor da filial para a América Latina do Escritório das Américas, “a francofonia universitária da América Latina, capaz de trabalhar totalmente ou parcialmente em francês, forma um elo ativo da produção científica da comunidade acadêmica francófona no mundo, com quem tem contatos por variados fluxos tradicionais (em direção à Bélgica, ao Canadá, à França e à Suíça) que tendem a se expandir hoje para a África com as suas línguas internacionais (inglês, francês, português) e com as suas línguas autochtonas. A parte crescente da produção científica da América Latina, particularmente graças ao incentivo brasileiro, deve também ser considerada pela perspectiva de suas riquezas culturais e linguísticas, como uma contribuição para o mundo”, disse Chardenet.

“Há um fosso profundo entre a atividade científica e a cobertura da mídia sobre a ciência. A ideia é ‘construir uma globalização’ que integre as diversas culturas educativas e científicas, em vez de uniformizar a partir de um único modelo”, disse Chardenet.

Durante a conferência a diretora do laboratório de línguas da Facultad de Filosofía y Letras, Universidad de Buenos Aires, Claudia Fernández, falou sobre a troca de línguas “fomentar a comunicação cientifica, estamos falando de línguas irmãs, português, espanhol, inglês e francês, eu queria ressaltar que em 2001, ou pouco antes, foi feito um documento de revolução de línguas, o objetivo é a mobilidade acadêmica, como resultado, a demanda da criação especifica, como também de outras línguas. A força de defender cada língua”, enfatizou.

O escritório latino-americano da Agência Universitária da Francofonia (AUF), associação fundada no Canadá que financia projetos universitários de ensino e pesquisa, funcionará em uma sede no bairro do Ipiranga, em São Paulo, onde atualmente funciona o Núcleo de Ensino a Distância da Unesp (Nead).

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