Curso de Medicina da Unilab é discutido em seminário no campus da Bahia

Na última terça e quarta-feira, 14 e 15 de junho, aconteceu no Campus dos Malês, em São Francisco do Conde/BA, o seminário “Construção do curso de Medicina na Unilab Malês: perspectivas e ações”. O encontro entre profissionais das áreas de saúde e educação, acadêmicos e autoridades visa discutir a implantação do curso na universidade.

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Estiveram presentes na abertura do evento o reitor da Unilab, Tomaz Aroldo Santos; a diretora do campus, Matilde Ribeiro; o prefeito do município, Evandro Almeida; o secretário de Saúde da cidade, Marco Aurélio dos Santos; a secretária de Educação, Ana Cristina Oliveira; o secretário da Fazenda, Marivaldo Amaral; a integrante da comissão de implantação do curso, Emília Chaves; o presidente do Conselho Municipal de Saúde de São Francisco, Marivaldo Bispo; além do prefeito e secretário de Educação de Candeias, Francisco Conceição e Jair Cardoso, respectivamente.

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No sentido de discutir a importância da implantação do curso, no campus da Bahia, o reitor explanou sobre a história da criação da Unilab – desafio e perspectivas – e destacou o significado que o curso de Medicina tem em contribuir para o crescimento da cidade e região onde o curso será instalado, além dos países parceiros, em especial os africanos, com os quais a universidade tem uma relação de cooperação e recebe estudantes. Para o professor Tomaz, “a proposta aponta para o desenvolvimento dos territórios envolvidos, dando oportunidade de mais pessoas terem acesso a essa graduação e esse seminário discute a melhor forma que a Unilab tem de contribuir com esse papel, querendo o bem do povo”, afirmou. Ainda segundo ele, “é uma tarefa de criatividade dirigir a Unilab e é preciso ir aprendendo, diariamente, com as diferentes formas de relações proporcionadas pela integração entre oito países – não é algo simples”, acrescentou. A professora Matilde, que está na direção do Campus dos Malês e acompanhando os trabalhos da comissão de implantação do curso, afirmou que “a iniciativa do seminário auxilia na busca de uma Saúde mais participativa e mais construtiva”. Ainda para Matilde, o evento é uma oportunidade de discutir o tipo do curso que queremos.

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O prefeito de São Francisco de Conde, Evandro Almeida, falou dos benefícios que a universidade tem proporcionado ao município, possibilitando que a população tenha acesso a um ensino público e de qualidade, mesmo sendo no interior do Estado. De acordo com ele, “somos parceiros não só das pessoas, mas do crescimento da Unilab. Mesmo neste cenário de crise e com menos recursos, reafirmo meu compromisso em atuar como parceiro”, disse ele. Nesta perspectiva, o secretário da Fazenda da prefeitura, Marivaldo Amaral, destacou sua missão em contribuir com o crescimento da instituição por ser aluno, professor e secretário, atuando dos dois lados.

Após a abertura, o seminário teve continuidade com palestras que abordaram temas específicos à área de saúde, as quais proporcionaram diálogos, caminhos e reflexões das características do futuro curso de Medicina na Unilab. Tratando dos desafios da Atenção Primária de Saúde, o coordenador da Diretoria de Atenção Básica do Estado da Bahia, Cristiano Sóster, falou da importância do contato dos profissionais de saúde com os usuários e, segundo ele, “é equivocada a prática que muitos profissionais tem de só ficar em consultórios, sendo necessário construir encontros entre a população. Por isso, é pertinente pensar e agir em cursos que visem a interação com territórios”, afirmou. Ainda para o coordenador, “a Saúde é resultante da estruturação da sociedade e a educação é um aspecto fundamental para a população”, disse ele.

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Na discussão do tema “Os novos cursos de Medicina da Bahia – processos de interiorização da formação em Saúde”, a pró-reitora de Desenvolvimento de Pessoal da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Lorene Louise Pinto, falou da história da formação médica até a Saúde chegar a ser um direito social, com lutas e conquistas de Políticas Públicas. Nesta perspectiva, a pró-reitora, que também é professora da UFBA, relatou os processos de conquistas e que ainda se buscam melhorias na atuação da Atenção Básica de Saúde.  De acordo com Lorene, “peculiaridades regionais que os novos cursos de Medicina vêm buscando para atender às necessidades da população do território são conquistas para a formação médica”, afirmou. A professora acrescentou que durante 150 anos só havia um curso de Medicina na Bahia, hoje são 17, mas ainda é preciso a ampliação de vagas para a formação de profissionais que atendam a população.

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No sentido de buscar modelos para a implantação, o coordenador estadual do Programa Mais Médicos e professor da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), Ângelo Castro Lima, apresentou trabalhos que podem ser referência para o desenvolvimento do curso da Unilab.  Para ele, “essa questão da ampliação dos cursos de Medicina é fundamental e estamos fazendo parte de um novo momento que ainda está para ser escrito na Saúde do Brasil. Somos acostumados com esse curso nas capitais e essa mudança de levar ao interior possibilita uma igualdade de oportunidades”, disse ele.

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O seminário teve ainda discussões sobre o Projeto Pedagógico do Curso (PPC) e suas diretrizes com a presença de profissionais da rede básica, professores da Unilab e convidados.

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Todo esse conjunto de ações que promoveu o diálogo para a implantação do curso de Medicina, no campus da Bahia, foi dirigido pela presidente da comissão nos Malês, professora Mirian Sumica, que aceitou a proposta como um desafio a ser vencido. Segundo ela, “essa iniciativa fortalece a parceria com diversas instituições, além do apoio com a sociedade civil. Além disso, foi uma oportunidade de ouvirmos profissionais experientes que sugeriram e orientaram, com diálogos, os caminhos que devem ser tomados”, afirmou. E para concluir, Miriam agradeceu a todos os envolvidos na construção desse seminário.

Assinatura de Convênio

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Na oportunidade, foi assinado entre os representantes da Unilab e da prefeitura de São Francisco do Conde o Convênio de Cooperação Técnica, que possibilita o apoio da prefeitura para o desenvolvimento da Unilab.

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