Noite de quinta-feira (20) teve shows de Zé Vicente e grupo Vozes D’África

Com um clima ameno e muito calor humano, a programação noturna tem se revelado um dos momentos mais empolgantes da segunda edição do Festival das Culturas: Artes da Terra. E nesta quinta-feira (20), data em que a Unilab comemora sete anos de existência, foi, sem dúvida, uma noite muito especial, marcada pelos shows do artista popular Zé Vicente e do grupo Vozes D’ África.

Ronald Apolinário, professor do curso de História, ligado ao Instituto de Humanidade e Letras (IHL), resumiu o sentimento de agradecimento pela presença desse músico na Unilab. “A história de Zé Vicente tem tudo a ver com o projeto da Unilab. Com esse projeto de integração e de luta como também é a arte e a vida desse grande artista. Por isso, fico muito feliz por você estar aqui com a gente nesta noite”.

Nixon Araújo, da Pró-Reitoria de Extensão, Arte e Cultura (Proex), também ressaltou a importância desse momento para as jovens histórias da Unilab e do próprio Festival. “Quando a gente definiu que o tema seria Artes da Terra veio de imediato a imagem de Zé Vicente. Porque suas canções falam da terra e falar da terra é falar de luta, de luta pela igualdade, justiça e democracia. Então, ter o Zé Vicente com a gente hoje aqui, no aniversário da Unilab, nos permite falar tudo isso por meio da arte e da cultura. E acho até que Zé entendeu a importância desse momento, porque aceitou de pronto o nosso convite. Então, meu amigo, seja bem-vindo. Essa casa é sua”, ressaltou Araújo.

Zé Vicente agradeceu o convite fazendo o que sabe fazer de melhor: cantar e envolver o público que, aos poucos, foi lotando o anfiteatro. No repertório, canções que marcaram toda uma geração ligada às lutas populares no Brasil, como “O que vale é o amor”, que foi cantada em coro:

“Se é pra ir à luta, eu vou!
Se é pra estar presente, eu tô!
Pois na vida da gente o que vale é o amor (bis)

É que a gente junto vai
Reacender estrelas vai
Replantar nosso sonho em cada coração
Enquanto não chegar o dia
Enquanto persiste a agonia
A gente ensaia o baião

É que a gente junto vai
Reabrindo caminhos vai
Alargando a avenida pra festa geral
Enquanto não chega a vitória
A gente refaz a história
Pro que há de ser afinal
Lauê, lauê, lauê, lauê

Se é pra ir à luta, eu vou!
Se é pra tá presente, eu tô!
Pois na vida da gente o que vale é o amor (bis)”

O clamor por um mundo mais fraterno e justo também esteve presente no discurso desse músico natural de Orós/CE, que classificou seu show como uma semente de fé, paz e justiça. “Nesse desgoverno que a gente vive, só a nossa união pode nos devolver a esperança e pode salvar o que, com muita luta, nós conquistamos”, destacou Zé Vicente.

Em seguida, a professora Artemisa Odila apresentou o grupo Vozes D´África, que tem uma proposta musical de mostrar ritmos tradicionais africanos. “Vozes d’África veio para ficar, veio para marcar com seu canto, com sua música e tradição”, disse Artemisa, seguida de um caloroso aplauso do público.

Aproveitando o ensejo, Artemisa destacou a importância desse momento. “Quero agradecer à Proex pela realização desse Festival que reforça a integração (ponto base da missão da universidade) dos povos que fazem a Unilab. E também pelo fato de, este ano, homenagear as artes da terras. Esse tema nos contempla”, ressaltou.

Por fim, Artemisa fez coro à ideia da necessidade de um recesso das atividades acadêmicas durante o Festival. “Tínhamos que ter, sim, durante a realização do Festival, dias não letivos, para que todo mundo, todos que fazem a Unilab, estivesse presente, fazendo parte desse momento único de integração”, concluiu.

Sobre o cantor de Zé Vicente

Zé Vicente é natural de Orós, Ceará. Canta e compõe desde 1981, fazendo de suas composições e voz instrumentos não só para o povo brasileiro, mas também para toda a América Latina, porque os países do nosso continente têm muitas histórias em comum, principalmente o sofrimento e a luta por existência mais digna e alegre. Esse é o tipo de poesia que acontece na obra de Zé Vicente, uma poesia que só acontece no coração de quem sabe o que é o sofrimento, mas já experimentou a alegria do encontro com Cristo.

Zé Vicente, em seus CDs canta a esperança acima de todas as aparências de desespero que andam por aí. A aceitação é tão grande que países por onde Zé Vicente nem passou ainda solicitam suas músicas em versões para o espanhol, como Colômbia, México e Venezuela. Apesar de só ter visitado Nicarágua, Panamá e Chile. Dessas solicitações surgiu o disco Presente, versão em espanhol, com a participação de Míriam Mirah e Turcão, ex-componentes da formação original do grupo Tarancón.

Muito requisitado para encontros e apresentações, Zé Vicente elabora e coordena outra ramificação do seu tipo de trabalho, são as chamadas Oficinas de Expressões Celebrativas, onde as pessoas podem dar vazão a outras inspirações artísticas e liberarem suas energias, a partir da vivência das músicas durante os encontros. Depois de encerrado o trabalho nas oficinas, muitas pessoas podem ver e apreciar o resultado em forma de shows populares. (Fonte: Divlugação)

Comentários encerrados.