Unilab 10 Anos


Artigo publicado no jornal O Povo, em 30/07/2020

Mae Jemison, a primeira mulher negra astronauta, rompeu o primeiro grilhão que costuma barrar as pessoas – elas mesmas e seus pensamentos pessimistas. Sua célebre frase nos cativa e nos lança para além dos limites que impomos sobre nós mesmos: “nunca seja limitado pela imaginação limitada de outras pessoas”. Em si mesma, a Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-brasileira (Unilab) nasce dilatada e, logo cedo, alcança não só lugares próximos, mas também os mais longínquos do planeta (Timor Leste, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau, Angola, Moçambique). No Brasil, a Unilab atua em dois estados nordestinos, Ceará e Bahia.

Sua importância atual é marcada primeiramente pelo perfil de quem a compõem: discentes e servidores (docentes e técnicos). Os primeiros são os heróis da vida real. A Unilab é uma fábrica de sonhos para brasileiros e estrangeiros. Sonhos daqueles que não se encolhem, mas com misto de alegria e tristeza deixam suas famílias a fim de escrever uma nova história, uma história de um milagre que ocorre todos os anos entre moças e rapazes: a tão esperada solenidade de formatura. A concretização desse sonho passa pelo talento de outros heróis: nossos professores, dentre os quais 98% têm doutorado.

Há um segundo aspecto importante que fala por si só. Nestes 10 anos, a Unilab construiu quatro campi universitários (Auroras, Liberdade, Malês e Palmares) e já formou 4 mil estudantes entre nacionais e internacionais em 24 cursos de graduação e 17 de pós-graduação. Hoje com seus quase 6 mil alunos, a existência de uma universidade cravada no interior (Ceará/Bahia) alcançou um marco transformador de 10 mil vidas. Desta forma, os termos integração e internacionalização se imbrincam para contribuir no desenvolvimento do Maciço do Baturité Cearense e do Recôncavo Baiano, atendendo uma população de quase um milhão de habitantes e alcançando todos os países da Comunidade de Língua Portuguesa (CPLP).

Desbravando o interior ou cruzando os mares, o Ministério das Relações Exteriores vê uma universidade internacional como a nossa, de forma estratégica e com um papel diplomático de integração. Sem limites no seu potencial e sem se deixar limitar por projetos míopes, a Unilab vê a sua presença marcante nos países parceiros e nas cidades onde atua como uma fábrica de sonhos.

Por fim, a imaginação limitada de muitas pessoas não pôde nestes 10 anos e não poderá nos próximos anos nos estreitar, pois a Unilab se dilata muito mais para realizar o seu tão desejado sonho: a publicação de seus estatutos e a eleição para reitor em 2021. Somente assim é possível fechar os 10 anos para então abrir um novo ciclo universitário.

Roque N. Albuquerque, Ph. D
Reitor protempore da Unilab
roadry.albuquerque@unilab.edu.br