Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira
Universidade Brasileira alinhada à integração com os países membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP)

III Festival Universitário de Música do Gimu divulga resultado final

Por Equipe de Comunicação Unilab
Data de publicação  04/12/2024, 21:21
Postagem Atualizada há 1 ano
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O Grupo de Integração Musical da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Gimu) divulgou o resultado do III Festival de Música, realizado em 2024, sendo estas as cinco canções mais bem avaliadas pelo júri:  Serenidade Angolana (Luiana Abrantes, Angola), Ndilale Angolano (Sil Norful, Angola), O atabaque é o meu amor (Firmino Lindu Mona, Angola), Mãe África (Luiz Nunes, Brasil) e Nô kultura i di nós (Calido Baldé, Guiné Bissau).

Receberam a menção honrosa do III Festival os artistas Lara Nunes Silva (Brasil), Luan Tavares (Brasil), Galileo Danger (Angola), Victor Badaró (Brasil), Osvaldo Sky (Angola), Preto Alto (Angola), Simonal (Moçambique) e Abú Armando Nhaga (Guiné-Bissau).

A terceira edição contou com a participação do ícone da música angolana Filipe Mukenga, que prestigiou o evento com a inscrição de uma canção com co-autoria de Jocenilton Santos, recebendo o Prêmio Especial do Júri do Festival.

“O Festival, nas três edições, conseguiu reunir valiosa diversidade de artistas brasileiros e africanos, estilos, talentos, letras e melodias. Em sua totalidade, o acervo musical que o Festival recebeu é bastante significativo, e um corpus que poderá ser analisado a partir de diversas variáveis, como estilo musical, língua, país de produção. Além de podermos também problematizar como, através da música, da linguagem musical, o projeto tem conseguido interagir com artistas e instituições de diversos contextos dos Palop [Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa]”, reflete a coordenadora do Gimu, Ana Cláudia de Souza.

O júri do Festival é composto por músicos e pesquisadores do campo da etnomusicologia, com reconhecido trabalho sobre musicalidades africanas e afro-diaspóricas, como Spirito Santo, músico e pesquisador; Katharina Doring, professora da Uneb e etnomusicóloga; Ana Paula Albuquerque, cantora e professora da UFBA; Marcos Santos, músico e professor da UFRB; Lameck Macaba, músico e pesquisador; Victor Martins Souza, professor da Unilab e músico; Vércio Gonçalves, professor da Uneb e músico; Rafael Butti, professor da Unilab; Márcio Valverde, servidor da Unilab e músico. Este ano também houve a participação de Danzy, artista brasileira ganhadora do I Festival, e Vladmiro Gonga, cantor angolano, ganhador do II Festival.

Todas as músicas inscritas no Festival de Música do Gimu estão disponíveis na Playlist. Conheça também a página do grupo no Instagram.

Conexões Brasil e Palops por meio da música

O Gimu desenvolve atividades de extensão desde 2016, e tem se firmado como um espaço de apresentação, composição, pesquisa e experimentação musical com a participação de estudantes e comunidade do campus com trajetória vinculada à música. O grupo procura fortalecer a ideia da integração, tendo a música como linguagem.

No I Festival de Música organizado pelo Gimu, houve 22 inscrições. Em sua segunda edição (2023), o Festival recebeu 41 músicas. Já neste ano (2024), foram 39 inscrições no III Festival. Nestes três anos, o Festival recebeu músicas de seis países (Brasil, Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe), com letras em português, crioulo guineense, kimbundo, umbundo e de estilos e ritmos bastante diversos.

O Festival é um concurso musical para a valorização da música autoral e original e foi criado com a intenção de estreitar as interlocuções entre Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe a partir da cena musical produzida nesses países e reverberada na juventude que estuda na Unilab. O evento tem promovido confluências musicais, aproximando as musicalidades africanas e afro-diaspóricas, constituindo-se em um potente instrumento para produzir interlocuções entre artistas do Brasil e dos Palops.

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