Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira
Universidade Brasileira alinhada à integração com os países membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP)

Reitor Paulo Speller participa de evento na Unicamp (SP)

Por Equipe de Comunicação Unilab
Data de publicação  27/03/2012, 10:35
Postagem Atualizada há 14 anos
Saltar para o conteúdo da postagem

O professor Paulo Speller, reitor da Universidade de Integração Internacional da Lusofonia Afro-brasileira (Unilab), foi o convidado para uma edição especial do projeto Conversando sobre a Graduação, organizado pela Pró-Reitoria de Graduação (PRG) da Unicamp, nesta terça-feira (27). Criada no Ceará em 2010, no governo Lula, a Unilab é a mais nova das universidades federais e se diferencia das outras 58 coirmãs por sua proposta de integração internacional – no caso, com países de expressão portuguesa da África, Ásia e Europa. Foi desta experiência inovadora e desafiadora que o professor veio falar.

Reitor Paulo Speller no projeto "Conversando sobre a Graduação" (Unicamp)

“Começamos a atuar com um primeiro campus, o campus da Liberdade, na cidade de Redenção, escolhida por ter sido a primeira que aboliu a escravidão no Brasil, antes da Lei Áurea, em 1883. Existe esse fator simbólico, mas a Unilab está na Região do Maciço do Baturité, que é muito desassistida por universidades públicas, entrando aí a política de interiorização das federais”, explica Paulo Speller. “Na verdade, estamos na Região Metropolitana de Fortaleza (a 60 quilômetros da capital), contando com todos os serviços de uma grande cidade e conexões internacionais, inclusive com a África”.

O reitor informa que a Unilab iniciou suas atividades com os cursos de agronomia, enfermagem, engenharia de energias e administração pública, abrindo no ano passado a primeira licenciatura em ciências da natureza e matemática e, neste ano, os bacharelados de humanidades e de letras. “Em 2012 recebemos 360 estudantes, 40 vindos de todos os países da CPLP [Comunidade dos Países de Língua Portuguesa]: Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste; ainda não recebemos de Portugal, por decisão nossa, até porque o país não precisa de universidades.”

Quanto aos brasileiros, Paulo Speller afirma que mais de 95% dos primeiros ingressantes vieram dos 13 municípios do Maciço do Baturité, atraídos por uma bonificação dada aos alunos da região e da escola pública. “É um processo semelhante ao utilizado pela Unicamp. Nesse ano, reduzimos o bônus, mantendo apenas para a escola pública. E, como entramos no Sisu [Sistema de Seleção Unificada], já está vindo gente de Fortaleza, de outras regiões do Ceará e de outros estados, inclusive de São Paulo. A Unilab começa a ser conhecida.”

Segundo o reitor, a meta é alcançar 5 mil estudantes na fase de implantação que vai até 2017, sendo metade de brasileiros e metade de estrangeiros. “Vim falar do conceito da Unilab, da possibilidade de parcerias com outras universidades e certamente com a Unicamp, e também dos nossos desafios. Para se ter uma ideia, ontem recebemos 69 estudantes de uma vez, todos do Timor-Leste, que consideramos como um dos países de língua portuguesa, quando não é bem assim: existem formas diferentes de falar o português e muitos alunos não são falantes nativos, tendo como primeira língua o crioulo, o tétum, o xangani e tantas outras. Mas é este o desafio.”

Paulo Speller sugere uma visita ao site da Unilab para colher mais informações sobre um projeto que ele considera inovador. “Estamos iniciando as obras do nosso campus definitivo, de Auroras, e também de um pequeno campus no município vizinho de Acarape, com o objetivo de expandir as atividades. Outro diferencial do projeto é de uma ‘universidade residencial’, já que o plano diretor prevê moradias para todos, além de restaurantes e áreas de lazer – é uma cidade, só não vai quem não quer.”

Fonte: Assessoria de Comunicação e Imprensa da Unicamp

Categoria