Docentes da Unilab conquistam seletivos pela América Latina

A Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab), com uma década de implementação e desenvolvimento de pesquisas, descobertas científicas, busca de parcerias e ações junto à comunidade regional, bom como os parceiros da Comunidade de Língua Portuguesa (CPLP), destaca-se pelo corpo docente, em sua maioria com títulos de Doutorado – cerca de 371 (96,87%) e 11 com Mestrado (2,87%), conforme dados da plataforma Unilab em Números, nos seletivos de pesquisas acadêmica e científicas em espaços e instituições renomadas no Brasil e em outros continentes.

Em destaque, a seleção no Edital Equidade Racial na Educação Básica: pesquisa aplicada e artigos científicos, de iniciativa do Itaú Social e realização do Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades, com o projeto “Nô bá brinca, vamos brincar, ahi tlangui? Catálogo de jogos e brincadeiras africanas e afro-brasileiras”, de Míghian Danae, professora do curso de Pedagogia, vinculado ao Instituto de Humanidade e Letras (IHL), e parceria dos estudantes bolsistas de todos os cursos ofertados no Campus dos Malês/BA, ficando entre os 15 projetos de pesquisa e os nove artigos científicos.

Segundo a coordenadora do projeto, Mighian Danae Ferreira Nunes, o projeto será desenvolvido em conjunto com os países da integração, de um catálogo de jogos e brincadeiras africanas e afro-brasileiras, com três fase de trabalho que se relacionam diretamente com as abordagens pedagógicas inovadoras necessárias para a promoção da equidade racial, visando o fortalecimento e a construção de um currículo brasileiro que leve em consideração as contribuições dos países africanos de língua oficial portuguesa (Palops) e, por conseguinte, as contribuições da população negra presente neste país, bem como reforçar a conexão presente entre os Palops e o Brasil, junto aos alunos de duas escolas em áreas quilombolas da cidade de São Francisco do Conde e Santo Amaro, na Bahia.

Diante da especificidade da proposta da Unilab, as novas possibilidades são destaque, como relatou Mighian Danae: “É um projeto inédito justamente por conta da integração, possível apenas pela natureza da Unilab; credito isto ao fato de termos vencido, ou seja, creio que tenha sido um critério importante para o desempate. Concorremos entre 605 projetos! Nossa intenção é, na fase final dos trabalhos do projeto, contactar os ministérios de educação dos países envolvidos do continente africano, e buscar parceria para divulgação dos materiais produzidos, fazer parcerias com escolas das redes municipais e estaduais nos países, o que tem muito a ver com a proposta da nossa universidade”.

Pelas Américas, a professora Raquel Petrilli Eloy, vinculada ao Instituto de Ciências da Saúde (ICS/Unilab), em parceria com a Unilab, teve seu projeto de pesquisa aprovado junto à Universidad Autónoma de Guerrero (UAGro), do México, para atuação na área de nanotecnologia.

O projeto “Ação terapêutica de imunolipossomas contendo cisplatina, oxima esteróide e siRNA contra células-tronco de câncer cervical no tratamento do câncer cervical” (em espanhol: Acción terapéutica de inmunoliposomas conteniendo cisplatino, oxima esteroidal y siRNA contra células troncales cancerosas cervicales en el tratamiento de cáncer cervical) e foi aprovado no edital “Ciencia de Frontera 2019” modalidade grupo, na 30ª colocação, de 319 projetos aprovados, na última Convocatoria Ciencia de Frontera 2019.

A Unilab avança continentes e, segundo Raquel Eloy “existe uma excelente perspectiva de colaboração científica com a Unilab. O projeto de pesquisa aprovado traz novas colaborações e uma nova linha de pesquisa”, declara a docente do Campus das Auroras/CE.

Docentes na Unilab

Míghian Danae

Docente do curso de Pedagogia da Unilab. Ministra os componentes de Metodologia de Pesquisa e Estágio Supervisionado. Sua área de estudo aborda temas das infâncias e relações raciais. É coordenadora de estágio do curso de Pedagogia do IHL/BA. Faz parte do Grupo de Pesquisa em Educação Afrocentrada – GRUPEAFRO, da UNLAB, do Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação da Universidade Lueji A’Nkonde, de Angola (GEPEULAN) da Faculdade de Educação da USP e é membro da Associação Brasileira de Pesquisadores/as Negros/as (ABPN).

Raquel Petrilli Eloy

Ministra as disciplinas de Físico-Química aplicada à Farmácia, Estágios em Cenários práticos no SUS II e Farmacotécnica (I e II). Coordeno os projetos de pesquisa “Desenvolvimento e avaliação de lipossomas para o tratamento tópico de carcinoma celular escamoso utilizando terapia fotodinâmica” e “Uso de cristais líquidos e suas nanodispersões para veiculação tópica de agentes fotossensibilizantes: uma proposta ao tratamento do câncer de pele”. Na extensão coordena os projetos “Farmacêutico: um projeto extensão voltado para a divulgação da profissão farmacêutica, do papel da UNILAB e das redes sociais na educação em saúde” e o projeto “Enfrentamento ao COVID-19 na UNILAB: uma plataforma para produção e distribuição de álcool em gel e ações educativas”

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