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Comunidade ensina e aprende com a Unilab

Data de publicação  20/06/2011, 00:00
Postagem Atualizada há 10 anos
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Fotos: Rodrigo AzevedoOs alunos do curso de Agronomia tiveram nova experiência em aula de campo. Dessa vez, desembarcaram em Ocara, município que fica a mais ou menos 70 km do Campus da Liberdade, no Assentamento Cachoeira, da Associação 7 de Setembro.

Foi um dia para aprender e ensinar, esperado pelos agricultores locais, além da comunidade do Assentamento, que não escondia o entusiasmo pela visita. Os alunos e professores chegaram ao local, logo pela manhã. “Parecia um dia de festa”, comparou a professora Abanise Marinho coordenadora do curso. “Essa relação, entre aluno e agricultor, é importante, porque é uma troca de experiência”, disse a aluna Keila Ferreira da Silva, 36. Orgulhosa, ainda ressaltou que “os professores estão bem preparados”.

Os agricultores têm muito anseio em saber das possibilidades que o “agrônomo”, ainda aluno, pode proporcionar, para melhorar as condições de produção vegetal ou criação animal, que fazem parte das disciplinas do curso.


A experiência dos agricultores vem do plantio. São práticas adquiridas por meio de plantações caseiras ou, até mesmo, em pequenas produções agrícolas, conhecidas como agricultura familiar. Na maioria das vezes, inclusive, procuram soluções para pragas que costumam se apoderar das plantações e outras formas de plantio, através de troca de conhecimento e experimentos caseiros, históricos ou cientificamente testados.

Para os professores, o foco central no campo é analisar o que está lá, como é que foi feito aquilo que existe. É ensinar a realidade agrícola e como analisá-la. Conta o professor Rodrigo Azevedo que todas as atividades humanas deixam marcas na paisagem e essas são fundamentais para descobrir a constituição histórica dos sistemas agrícolas, porque envolvem todos os aspectos da produção agrícola. A ideia é que a tecnologia seja construída dentro do que é possível, em cima das possibilidades concretas.

Segundo o professor, a realidade pode ser olhada tecnicamente ou isolada ou ainda com um olhar mais integrado. O técnico em agronomia tem a função de ajudar com aquilo que considera que é certo, quando for auxiliar o agricultor, considerando todos os aspectos que envolvem a produção, tais como família, o que ela quer, o solo, a vegetação, ou seja todo histórico. “O que a gente quer é formar profissional que atue dentro daquilo que aprendeu, ou seja, as técnicas, mas que saiba também contextualizar com a realidade”, relata o professor, que completa: “Olhar sobre diferentes pontos de vista”.


O curso de Agronomia foi inspirado mais na agronomia francesa do que na norte-americana, com duração de 5 anos, divididos em 15 trimestres regulares. Desses, 13 terão práticas agrícolas, o que significa, pelo menos, uma vez por semana em campo. Daí surgem muitas oportunidades, e o que for de sala de aula, dessas horas, será para discutir a atuação em campo, explicou o coordenador Azevedo.

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