Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira
Universidade Brasileira alinhada à integração com os países membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP)

CPLP foi tema de palestras da professora Joana Amaral

Por Equipe de Comunicação Unilab
Data de publicação  20/10/2011, 18:19
Postagem Atualizada há 14 anos
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A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) foi o tema de duas palestras ministradas pela professora Joana Amaral, na sexta-feira, dia 14 de outubro, na Unilab. A primeira palestra aconteceu às 10h, no Auditório, voltada para os alunos veteranos. Já na parte da tarde, a partir das 14h, no Anfiteatro, o público foi formado pelos novos estudantes da universidade. Em suas apresentações, Joana Amaral (foto abaixo) falou sobre o conceito de Comunidade e lusofonia, mostrou os objetivos e a história da CPLP.

Criada em 7 de julho de 1996, a CPLP é formada por Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe. O oitavo membro, Timor-Leste, integrou-se ao grupo no ano de 2002, data de sua independência. Atualmente, gozam de status de Observador Associado o Senegal, a Guiné Equatorial e as Ilhas Maurício. Mais de cinqüenta organizações da sociedade civil são Observadores Consultivos. Atualmente, a presidência, que é rotatória, está com Angola. Segundo dados da Conferência das Nações Unidas para o Comércio (Unctad) é de cerca de 13 bilhões de dólares o valor do comércio entre os países da CPLP.

Em sua plataforma política, constam os direitos à Democracia, Estabilidade Política, Livre Circulação e o Acordo Ortográfico. Já as temáticas da CPLP incluem os seguintes temas: Agricultura e Segurança Alimentar; Ciência e Tecnologia; Desporto; Educação e Recursos Humanos; Juventude; Meio Ambiente e Energias Renováveis; Migrações; Plano Estratégico para Timor-Leste; Saúde; Telecomunicações e Governo; Eletrônica; Trabalho e Solidariedade Social.

As vertentes vigentes da CPLP incluem a Cooperação Técnica, com a transferência de tecnologia, conhecimentos e experiências, de aplicação prática, em bases não-comerciais; a Cooperação Financeira, através da concessão, em condições privilegiadas, de recursos financeiros de um país para outro, incluindo doações; a Cooperação Científica e Tecnológica, por meio do intercâmbio de informações e de documentação científica e tecnológica, fomento à pesquisa científica, intercâmbio de cientistas, pesquisadores etc; e a Cooperação Educacional, com a formação de recursos humanos por meio de bolsas de estudo, ou disponibilização de vagas em centros de estudo.

Em sua palestra, Joana explicou ainda que o Brasil é representado junto à Comunidade por meio de uma Delegação permanente. “Vários dos desafios africanos não são estranhos ao Brasil, país que ainda comporta muita desigualdade. Contribuir para o desenvolvimento africano, por meio do compartilhamento das soluções que encontramos para nossos próprios problemas, é o objetivo central de nossa cooperação técnica”, afirmou.

Ao final, ela falou sobre a relação entre a Unilab e a CPLP, e do papel da universidade enquanto construção de conhecimento comunitário.

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