Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira
Universidade Brasileira alinhada à integração com os países membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP)

2º dia do Colóquio Internacional da Língua Portuguesa na Internet

Data de publicação  25/04/2012, 19:11
Postagem Atualizada há 9 anos
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O segundo dia do Colóquio Internacional da Língua Portuguesa na Internet e no Mundo Digital foi realizado no Convento dos Capuchinhos, na cidade de Guaramiranga, a 100 km de Fortaleza.

A primeira mesa do dia discutiu a “Língua Portuguesa Digital e a Informação”. O moderador foi o reitor da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-brasileira (Unilab), Paulo Speller. Ele saudou os participantes e destacou a importância do tema para o desenvolvimento na integração dos países lusófonos e a contribuição essencial da língua portuguesa nesse processo de aproximação.

Reitor Paulo Speller é moderador da mesa

O primeiro conferencista foi o presidente do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia, Emir Suaiden. Ele falou sobre “O Contexto da Sociedade da Informação nos países de Língua Portuguesa”. Em sua apresentação, Emir destacou a importância de uma política nacional de informação a partir do incentivo à leitura, escrita e a criação e manutenção de bibliotecas, como espaços de resgate da memória do patrimônio bibliográfico. Para o especialista, um caminho possível seria a propagação de bibliotecas digitais, fazendo essa nova sintonia do impresso ao digital. Ele destacou ainda um projeto importante que é a Biblioteca Digital Lusófona, resultado de uma parceria entre a Unesco e a Universidade Carlos III, de Madrid.

Emir Suaiden

Mateus Nobre, representante do Wikimedia no Brasil, também participou da mesa com o tema “A Wikipédia em Língua Portuguesa”. Ele fez um relato histórico do Wikipédia e o desafio do site de agregar novos colaboradores (editores) nos países lusófonos, especialmente os da África e o Timor-Leste, já que correspondem a apenas 6% dos participantes atuais.

Mateus Nobre

Após as discussões e um breve intervalo, foi iniciada a quarta mesa do Colóquio, intitulada “Ações Governamentais para o Português na Internet”. A moderadora Helena Lobo, presidente do Conselho Científico do Instituto Internacional da Língua Portuguesa convidou os quatro conferencistas para começar as apresentações. Inês Machungo, da Universidade Eduardo Mondlane (Moçambique) fez um histórico sobre a internet em Moçambique.

Inês Machungo

Segundo ela, foi só em 1993 que o país teve acesso à rede de computadores. Os anos se passaram e o número de usuários ainda é pequeno. De acordo com um censo realizado em 2007, dos 21 milhões de habitantes, apenas 0,9% acessavam a internet. E mais de 70% eram moradores da capital, Maputo. Além dos altos custos para aquisição de computador e celular, outros motivos que explicam esse índice é o alto grau de analfabetismo e a precariedade do serviço GSM e 3G. Entre os desafios apontados pela palestrante para aumentar o acesso à internet em Moçambique estão uma política de acesso universal informação, expansão do ensino de informática, erradicação do analfabetismo e a redução dos custos de acesso.

Rui Vaz

Rui Vaz, do Instituto Camões (Portugal), falou sobre a experiência do Centro Virtual Camões, que entre outros objetivos tem a missão de promover e executar a política de ensino e divulgação da língua e cultura portuguesas no estrangeiro, através de eventos e cursos a distância. Entre os produtos disponíveis aos internautas, Rui destacou a criação da Biblioteca Digital Camões, que faz a divulgação de tudo que é produzido pela investigação das Cátedras e bolsistas do Instituto Camões e também promove e disponibiliza tecnologias de Informação Línguística do Português.

Paulo Corsine

O outro conferencista da mesa foi Paulo Corsine, do Ministério do Ensino Superior, Ciência e Inovação de Cabo Verde. O tema da apresentação dele foi o “O Portal do Conhecimento de Cabo Verde”, que é um repositório científico e uma biblioteca digital juntos. O portal agrega todo conhecimento produzido em Cabo Verde e sobre o país por investigadores estrangeiros.

Afonso Miguel

Afonso Miguel, do Instituto de Ciências de Educação (ISCED) de Angola fechou a programação da manhã com o tema “A Internet: nova grande caravela da CPLP na era digital”. Ele fez um histórico da Língua Portuguesa no país e como a internet vem ajudando na disseminação de um vocabulário lusófono.

Gladis Barcelos, Margarita Correia, Stela Meneghel (moderadora) e José Pedro Ferreira

No período da tarde, a equipe técnica responsável pela elaboração do Vocabulário Ortográfico Comum da Língua Portuguesa abriu os trabalhos apresentando as características e metodologia empregada. Margarita Correa e José Pedro Ferreira, do Instituto de Linguística Teórica e Computacional (Portugal) e Gladis Barcelo, do Núcleo Interinstitucional de Linguística Computacional (Brasil) mostraram em detalhes como o processo vem ocorrendo. Após a aprovação do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, em 1990, Brasil e Portugal elaboraram seus respectivos vocabulários. Nesse momento, os outros seis países oficialmente lusófonos (Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste) estão em fase de produção dos vocabulários nacionais. Assim que essa etapa for finalizada, a equipe coordenada pelo Instituto Internacional de Língua Portuguesa (IILP) vai trabalhar na execução de uma plataforma comum, respeitando a territorialidade e todas as variações existentes dos vocábulos.

Jorge Manuel, Maria Elias Soares (moderadora), Jorge Francisco Borges e Concha Rousia

O segundo dia do Colóquio terminou com a mesa sobre “Propostas e Projetos para Português Digital no Século 21”. Jorge Francisco Borges, do Ministério da Educação e Ciência de Portugal, apresentou o projeto E-escolinha, de incentivo à informatização e cultura digital nas escolas. Jorge Manoel Baptista, da Universidade de Algarve (Portugal), discutiu o Ensino da Língua Assistido por Computadores e os Desafios da Língua Portuguesa. A última conferência foi sobre Contributo Galego à Língua Portuguesa, com a integrante da Fundação Academia Galega, Concha Rousia.

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