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Seminário discute acesso à universidade e às políticas afirmativas

Data de publicação  29/11/2012, 13:51
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Seminário foi aberto para a comunidade

Nesta quinta-feira (29), a Pró-reitoria de Graduação, por meio do Núcleo de Acesso dos Estudantes (NUACE), realizou o 1º Seminário de Acesso ao Ensino Superior, com o objetivo de refletir questões referentes as possibilidades de acesso a universidade, analisando o caso específico da Unilab. O encontro seguiu durante toda a manhã com a presença de estudantes da Escola Brunilo Jacó e do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE), de Baturité.

Rodolfo Pereira da Silva

Na abertura do evento, o gerente do NUACE, Rodolfo Pereira da Silva, apresentou dados relativos à política de acesso da Unilab, mostrando números das entradas de estudantes brasileiros e estrangeiros em 2011 e 2012. “Atualmente, cerca de 85% dos alunos brasileiros da universidade são oriundos de escolas públicas e mais de 80% têm renda familiar até dois salários mínimos. Esses números têm relação com as ações afirmativas que foram realizadas pela Unilab. O nosso objetivo é consolidar uma política com pertinência social e que promova o desenvolvimento regional e a integração internacional”, declarou. Rodolfo destaca ainda o desafio da universidade para o processo seletivo de estudantes estrangeiros.

Maria Elias

A vice-reitora Maria Elias falou sobre as dificuldades e os avanços que vem sendo desenvolvidos para a realização do processo de seleção de estudantes na Unilab. “Temos que refletir não só a questão do acesso, mas a permanência com sucesso do aluno na universidade para que ele ingresse no mercado de trabalho. Sobre a discussão das cotas, o ideal era que as pessoas não precisassem de cotas e que todos tivessem direito a uma vaga no ensino superior. Porém, eu avalio que estão sendo realizadas boas estratégias para a ampliação do acesso à universidade, como a abertura de cursos noturnos, o Prouni (Programa Universidade para Todos), o Reuni (Programa de Apoio ao Plano de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais), os cursinhos pré-vestibulares promovidos pelos Centros Acadêmicos, dentre outros”, analisou.

Cezário Corréa

O advogado Cezário Corréa foi convidado pela Unilab para falar sobre as políticas afirmativas e as cotas sociais para o ingresso de estudantes nas instituições federais de ensino superior. “A lei de cotas no Brasil não é nenhuma novidade, mas passou a entrar em discussão mais recentemente com a aprovação da Lei 2.700. Esse tema é muito conflitante e a lei abre margem para diferentes interpretações. O Brasil ainda é um país racista e precisa enfrentar, de forma mais direta, essa questão. Afinal, quem é considerado negro no Brasil?”, chamou a atenção o advogado.

Silton Batista

O chefe da Procuradoria da Unilab, Silton Batista, também trouxe pontos polêmicos para a discussão sobre a questão das cotas. “A Lei de Cotas está envolvida com fatores econômicos e sociais. É preciso ter em mente que o termo cotas significa uma parte e não, 100%. A ideia não é criar uma universidade específica. Parece-me mais conveniente brigar por um maior número de vagas nas universidades e mais investimentos em educação”, falou.

Após a exposição dos participantes, o seminário foi aberto para o debate.

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