Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira
Universidade Brasileira alinhada à integração com os países membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP)

Unilab recebe visita técnica do Ministério das Relações Exteriores

Por Equipe de Comunicação Unilab
Data de publicação  26/06/2019, 15:20
Postagem Atualizada há 7 anos
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A Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab) recebeu, nos dias 24 e 25, visita técnica da Divisão de Assuntos Educacionais do Ministério das Relações Exteriores (DCE/MRE).

Em um primeiro momento, ocorreu reunião para apresentação institucional entre os representantes da universidade – a vice-reitora, Andrea Linard, e o pró-reitor de Relações Institucionais, Max de Araújo – e os integrantes da comissão da DCE/MRE: Beatriz Goes, Primeira-Secretária/Conselheira/Chefe da Divisão de Temas Educacionais e Língua Portuguesa/MRE, e Francisco Souza, Primeiro-Secretário/MRE .

Uma segunda reunião tratou da apresentação do Processo Seletivo de Estudantes Estrangeiros (PSEE), com a presença da vice-reitora da Unilab e pró-reitor de Relações Institucionais, além dos pró-reitores de Graduação e Pesquisa e Pós-Graduação e coordenações de Seleção, Acolhimento e Acompanhamento; Ensino de Graduação e Seleção; e Pós-Graduação.

Já no dia 25, seguiu-se uma visitação aos campi da Unilab, onde foram apresentados projetos como a usina de eficiência energética em Auroras, e demais instalações da universidade no Ceará.

No período da tarde, os representantes do MRE estiveram com a Diretora do Instituto de Linguagens e Literatura, Claudia Ramos Carioca e a Presidente da Comissão de Redação do PSEE, Léia Cruz Menezes, além da vice-reitora e o Pró-reitor de Relações Institucionais, para uma discussão sobre aspectos específicos da Língua Portuguesa com a representação do MRE.

A agenda da comitiva do MRE incluiu ainda visitas à Universidade Federal do Ceará (UFC) e ao Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE). E ainda estão programadas para este ano visitações a outras instituições do país.

Palestra sobre cooperação internacional e operações de paz

O primeiro-secretário da DCE/MRE ministrou palestra na terça-feira (25) sobre o tema de sua pesquisa de mestrado, “Estado, saúde e a cooperação internacional durante operações de paz”.

No estudo, Francisco Souza analisa 16 relatórios das operações de paz no Timor-Leste e no Haiti e observa como as relações de cooperação internacional e como a saúde foi abordada, mais especificamente.

Sobre o Timor-Leste, país que compõe a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), Francisco aponta uma forte intervenção da Organização das Nações Unidas na organização do Estado nascente. “Depois a ONU teve mais um papel de apoio e, em 2006, com uma grande crise, o governo pediu para que a organização aumentasse o contingente policial no país”, comenta. Os timorenses pensavam, para a saúde, em um modelo de equidade e acesso a direitos, porém, o modelo da ONU ficou mais próximo à prestação de serviços em saúde e assistência aos mais pobres. Souza citou ainda que a ONU teve poder de arrecadação de fundos e, com isso, conseguiu influenciar mais os governos.

 “O foco da pesquisa está nos atores de fora e no que eles influenciam o governo a fazer”, afirmou, acrescentando que a cooperação internacional é útil, porém, “o Estado precisa coordenar os esforços vindos de fora”.

No Haiti, a situação envolve muitas organizações não governamentais (ONGs) e o Estado não tem o monopólio da polícia e exército, o que possivelmente levou a mais violência e ressentimento da população com a presença internacional.

“A mortalidade infantil se reduz com saneamento básico e a questão ambiental no Haiti é bastante complicada. Mas o país não é um caso perdido”, sublinha.

Agora, o pesquisador prepara sua tese de doutorado. Continua com o tema da cooperação, mas sem estudar países em específico. “Tem um lado técnico, mas está revestida de influências da política”, adianta.

Questionado sobre o conceito de cooperação Sul-Sul, relevante para a Unilab, Francisco Souza considerou que abrange um benefício mútuo, diferenciando-se da caridade que norteava as relações Norte-Sul. “A ideia de cooperação com contrapartida estabelece uma troca, autonomia. É uma forma de não submeter o outro à minha realidade, partindo da ideia de que eu reconheço o outro.

A cooperação Sul-Sul se baseia na demanda dos países e essa lógica pressupõe que você continuamente reforça a permuta de demandas”, disse.

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