Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira
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Dia 01/06, acontece evento Poéticas telúricas entre América Latina e África, promovido pelo projeto de extensão Andanças

Por Equipe de Comunicação Unilab
Data de publicação  26/05/2026, 12:14
Postagem Atualizada há 5 dias
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No dia 01 de junho, às 18h, no foyer do teatro Martim Gonçalves, da Escola de Teatro da UFBA, acontece o evento Poéticas telúricas entre América Latina e África, promovido pelo projeto de extensão AnDanças: programa de pesquisa e extensão em filosofia, arte e cultura da Unilab.

A proposta do evento parte do projeto aprovado pelo CNPQ para cooperação internacional que visa à aproximação de produções artístico-culturais e acadêmicas realizadas nos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa, no Brasil e demais países da América Latina, com a pretensão de projetar a Bahia como polo aglutinador de encontros possíveis. Tal aproximação é feita a partir das cosmopercepções bantu e andinas em suas expressões filosófico-artístico-culturais, visando borrar fronteiras entre os territórios e áreas do saber envolvidas e entre a academia e a comunidade externa. 

Esse trabalho é calcado nos percurso de dez anos do “AnDanças: programa de pesquisa e extensão em filosofia, arte e cultura” – Unilab – campus dos Malês, que intersecciona oficinas de danças variadas, capoeira e leituras de autores africanos e latino-americanos de diversas áreas das Ciências Humanas, especialmente da Filosofia, além de dialogar com literatura, tradução e artes cênicas.

Programação:

Roda de conversa ”Tramas Interculturais, criações literárias, culturais e artísticas em diálogo com os territórios e suas poéticas”: Maria Laura Lerma, Marilia Portela e Juan Ignacio Azpeitia. Mediação Ludmylla Mendes.

Apresentação artística de danças latino-americanas contemporâneas : Thiago Cohen, Veronica Navarro, Ludmylla Mendes, Elizia Ferreira.

Nesta oportunidade, os convidados são:

María Laura Lerma 

Nasceu em San Salvador de Jujuy, filha de mãe italiana e pai natural de Humahuaca, e é descendente de artistas e professores da Quebrada de Humahuaca. Atuou como psicóloga na área de Saúde Pública rural e na defesa dos direitos das mulheres. É dançarina e escritora, atuando em obras de dança e teatro como “Negras Nuestras” e “Inobedientes”. Sua primeira obra literária, “La Cautivadora: Una Historia Habitada”, narra a vida real de sua tia-avó, que foi enfermeira em 1940, mostrando também uma época de processos e revoluções históricas, como o voto feminino, que repercutem no povo e na saúde de seus habitantes, sobretudo nas mulheres. Sua segunda obra, “Negra Muerta”, recupera a história e a identidade dos povos originários durante as lutas pela independência, destacando o papel das mulheres nas contendas da Pátria Grande. “La Candelaria” é sua terceira e última produção literária, onde a Segunda Guerra Mundial, o Jujeñazo e as revoltas populares para defender o território se entrelaçam com a história de mulheres inflamadas e apaixonadas.

Juan Ignacio Azpeitia é argentino radicado em Salvador desde o início dos anos 2000, é doutor em Literatura e Cultura pela UFBA, mestre em Estudo de Linguagens pela Universidade do Estado da Bahia e licenciado em Letras – Língua Espanhola e Literaturas de língua espanhola pela UNEB.   Nos anos 90 teve programas de rádio e tocou com várias figuras do rock local. Também gravou com Milonga City o álbum Mejor Escoger. Participou ativamente da noite soteropolitana, onde trabalhou com nomes como Neguinho do Samba e Zelito Miranda. Juan é também sócio benemérito da Associação Baiana dos Amantes do Tango (ABATANGO). Seu primeiro romance, “Bahía Negra” narra a epopeia existencial de Horácio, um músico que decide deixar de vez seu passado para ir a Salvador da Bahia. Com um elaborado trabalho de linguagem a obra faz de Salvador da Bahia mais uma personagem que abriga diferentes planos. Sem perder o humor ou a ironia, retoma a tradição literária argentina de Roberto Arlt e constrói tramas paralelas inteligentes que nos permitem conhecer uma cidade em toda a sua dimensão trágica. 

Marilia Portela: nascida e criada em Salvador, Bahia, formou-se em Direito pela UFBA e, logo depois, foi morar em Córdoba, na Argentina. Lá consolidou sua trajetória com idiomas, dando aulas e atuando como tradutora e intérprete de espanhol e português. É mestra em Antropologia pela Universidad Nacional de Córdoba, onde desenvolveu uma pesquisa sobre as danças folclóricas argentinas em um “patio santiagueño”. Sua dissertação “Bailar en la tierra: cuerpos, movimientos y palabras en el Patio del Indio Froilán” recebeu a Primeira Menção do Prêmio Eduardo Archetti em 2021. Ao longo desses anos, participou de diferentes projetos de dança e música, como as bandas CajuChañar e Cafuné e os espetáculos Makumalambó e Sudamérica – Retratos Dançados. Depois de 13 anos na Argentina, voltou para Salvador, onde vive atualmente, sempre com um pé no país hermano.

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