Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira
Universidade Brasileira alinhada à integração com os países membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP)

Unilab amplia fronteiras no I Fórum de Reitores Brasil-África, em Brasília

Por Equipe de Comunicação Unilab
Data de publicação  03/06/2026, 15:11
Postagem Atualizada há 19 horas
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Entre os dias 25 e 27 de maio, a Universidade de Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab) participou do I Fórum de Reitores Brasil-África, realizado no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), em Brasília (DF). O evento visou fortalecer e ampliar a cooperação em educação superior entre universidades brasileiras e instituições de todo o continente africano. Além do destaque no pronunciamento de autoridades governamentais, a atividade garantiu a inserção da Unilab em atividades da programação e em encontros bilaterais que resultaram na assinatura de dez memorandos de entendimento com universidades anglófonas e francófonas.

“A Unilab não foi apenas mais uma universidade no evento. Muitas instituições viram no Fórum uma ponte para construir essa relação Brasil e continente africano. Mas a Unilab veio com sua própria existência para essa ponte”, destacou o reitor da Unilab Roque Albuquerque. Ele relata que na fala das autoridades presentes no Fórum, que citaram a Unilab, ficou claro que a instituição nasceu com a missão de promover a integração. “Lá éramos já política de Estado – com experiências e ações práticas -, que se transforma na ponte que liga a CPLP com demais países anglófanos e francófanos da África. As nossas salas de aula já vivem esse dia a dia. A cooperação Sul-Sul pra nós é nada mais que a nossa vértebra, o sangue pulsante que nos leva a desenvolver a pesquisa, a extensão, o ensino e a inovação”, aponta Albuquerque.

Sobre internacionalização solidária, o reitor expôs no evento que a Unilab defende que essa internacionalização não é de subordinação. “Há mais de 20 professores africanos, mais de 1600 estudantes africanos – contando também com os timorenses. Isso mostra que aqui é onde os encontros, a diversidade, os conhecimentos e os saberes ficam juntos”, destacou.

Promovido pelo Ministério da Educação (MEC), pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), o Fórum contou ainda com o apoio do Instituto Guimarães Rosa (IGR) do Ministério das Relações Exteriores (MRE). A Unilab foi representada pelo reitor, Roque do Nascimento Albuquerque; pela vice-reitora, Eliane Gonçalves da Costa; e pelo pró-reitor de Relações Institucionais e Internacionais, Basilele Malomalo.

Destaque na programação
A Unilab teve destaque no discurso do presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e na fala do ministro da Educação, Renato Barchini, além de ter sido mencionada várias vezes na abertura oficial do evento. Nessas intervenções, a instituição foi apontada como uma das políticas públicas exitosas do Brasil pelo papel que desempenha na integração dos membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), de modo particular os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) e o Timor-Leste.

No 2º dia de evento, o reitor Roque Albuquerque fez uma comunicação no Painel 2 – “Prioridades, potencialidades e desafios nas relações acadêmicas entre o Brasil e os países africanos”. Destacou que, em 15 anos de atuação, a Unilab já formou 3.570 estudantes brasileiros e 1.765 estudantes internacionais.

Outra participação institucional foi no Seminário Universidade em foco, sessão 23, com a apresentação do trabalho intitulado “Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira como política pública de cooperação internacional para o desenvolvimento no sul global”. Esse trabalho abordou a missão institucional específica da Unilab e deu ênfase a ações realizadas, como a aprovação de suas Diretrizes de Internacionalização; histórico da seleção de estudantes internacionais; políticas de assistência estudantil; projetos internacionais; acordos e convênios com instituições de diversos países, entre outras.

Instrumentos de cooperação firmados

Além das relações históricas que a Unilab já tem firmado com instituições de países da CPLP, o fórum possibilitou a expansão de suas parcerias estratégicas com universidades anglófonas e francófonas do continente africano, com as quais firmou Memorando de Entendimento. São elas:

Burkina Faso
Universidade Yembila Abdoulaye Toguyeni (UYAT)
Egito
The Egyptian E-Learning University (EELU)
República Democrática do Congo
Instituto Superior dos Estudos Sociais (ISES)
Université de Kamina (UKAM)
Université Omnia Omnibus (OMNIA)
Université Pédagogique de Kananga (UPKAN)
Ruanda
Kibogora Polytechnic (KP)
Togo
Universidade de Lomé (UL)
Zimbabwe
Midlands State University (MSU)
Women´s University in Africa (WUA)

Alcançando a marca de 43 parceiros em África, a Unilab amplia seus projetos de integração internacional gradativamente a outros países, especialmente os do continente africano, conforme prevê seu estatuto (Art 2º, parágrafo único). O Fórum também ensejou duas reuniões de planejamento para a elaboração de um plano de cooperação com a Universidade Afro-Americana (Guiné Equatorial) e a Universidade de Santiago (Cabo Verde), com as quais já tem parceria firmada. Também estão em curso tratativas para memorandos de entendimento com a Universidade de Lubumbashi (RDCongo) e a Universidade Katyavala Bwila (Angola).

Para o pró-reitor de Relações Institucionais e Internacionais (Prointer) da Unilab, Basilele Malomalo, há uma proposta de transformar os memorandos de entendimento em termos de cooperação, com planos de trabalho, cronograma e atividades como organização de seminários online. Ele cita o caso do memorando de entendimento assinado com Universidade das Mulheres, de Zimbabwe. “A Prointer pensa em colocar os profissionais desta universidade em contato com nossos profissionais, com nossos núcleos de gênero e sexualidade que temos aqui na Unilab”, afirma.

Malomalo também destaca a ampliação de tratativas com instituições que vão além dos Palops, alcançando universidades anglófonas e francófonas do continente africano . “O Brasil, via Unilab, não deve cooperar com África somente olhando para os laços da língua portuguesa. Temos outros laços que podemos acionar”, aponta.

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