Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira
Universidade Brasileira alinhada à integração com os países membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP)

51 anos de Independência: a nova geração moçambicana busca o conhecimento para desenvolver seu país

Por Equipe de Comunicação Unilab
Data de publicação  26/06/2026, 20:15
Postagem Atualizada há 12 horas
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Diante de um grupo de estudantes moçambicanos e representantes de vários segmentos da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-brasileira (Unilab), na manhã desta quinta-feira (25), as comemorações dos 51 anos de independência da República de Moçambique deram início com a execução do hino nacional e hasteamento da bandeira de Moçambique, realizado pelo presidente da Associação dos Estudantes Moçambicanos (Aemoz), Elias Silva Mavila.

A programação deste ano, aborda o tema: “Unidos na Diversidade, Fortes na Paz, Rumo à Independência Financeira”. Com apoio da Pró-Reitoria de Extensão, Arte, Cultura e Desporto (Proex), através do Projeto Independências, foram programadas atividades diversificadas, até este sábado (27).

Confira a Programação no Ceará!

Moçambique Hoyo – Viva Moçambique” foi o grito de guerra clamado pelo público participante no final da cerimônia de hasteamento da bandeira. Para o presidente da Aemoz, Elias Mavila, este grito representa: “Vamos levantar. Vamos unir as nossas forças para construir este país, que dependia de apoio externo,  e que sofreu da opressão e do domínio colonial e agora é independente“.

Com relevância aos 51 anos de independência, Elias destacou que o país recebeu muita ajuda de diversos países. na luta da guerra pela independência, contra a opressão e domínio colonial. E agora, para fortalecer esta independência, está recebendo ajuda do Brasil, no contexto de educação, ensino e pesquisa, diante do projeto Unilab. “Somos acadêmicos universitários numa universidade da integração (Unilab). Temos seis países que participam desta universidade, somos nós, seus representantes. Academicamente, quisemos unir esforços e falar sobre economia, unidos na diversidade, fortes na paz, rumo à independência financeira”.

Quanto a inserção no mercado de trabalho, Elias Mavila, destacou que, nestes 16 anos de Unilab, ela está em operação, tendo relatos de estudantes moçambicanos atuando dentro do território brasileiros em diversos estados, bem como em Moçambique. E que, a maior destes estudantes que ainda estão no Brasil, estão fazendo cursos de pós-graduação. Complementou dizendo que, o Brasil está de braços abertos quanto ao aspecto de formação. “A Unilab faz este caminho quanto traz os estudantes de seus países de origem. A Unilab está conseguindo dar a resposta a todos os estudantes, já que o objetivo central dos estudantes é adquirir conhecimento e, de certo modo, estão contribuindo para o desenvolvimento de seus países“, esclareceu o presidente da Aemoz.

Elias Silva Mavila, presidente da Aemoz

Após o intervalo, houve a abertura dos trabalhos com a mesa institucional e, logo em seguida, a realização do debate sobre: ““Os meios de comunicação de massa: Os desafios da imprensa escrita e da era digital na circulação das línguas bantu moçambicanas”, com os convidados: Alexandre António Timbane, Assumail Raidone e Stélio Manhiça, além dos moderadores: Bonifácio Arlindo Mbuana e Marta Luciano Rafael.

Participaram da mesa de abertura: Eliane Gonçalves, vice-reitora da Unilab, Thiago Moura, pró-reitor de Graduação (Prograd), Ricardo Ossagô, pró-reitor de Extensão, Arte e Cultura (Proex), Itamir Vieira, chefe da Seção do Núcleo de Arte e Cultura (Coac/Proex), Luís Miguel Dias Caetano, coordenador de Projetos Internacionais, Cooperação e Convênios (Prointer), Carlos Subuhanna, professor moçambicano e chefe da Seção de Acolhimento e Articulação de Estudantes Intencionais (SAAEI), vinculada à Pró-Reitoria de Políticas Afirmativas e Estudantis (Propae), além da presença dos presidentes das associações: Moçambique (Aemoz), Elias Mavila; São Tomé e Príncipe (AESTP-Unilab), Baltazar Soares e Angola (AEA), Alfredo Macutunda.

Em números, o pró-reitor da Prograd, Thiago Moura informou que Moçambique está em 3º lugar em quantitativo total de estudantes internacionais ativos, tendo 336 estudantes, além dos 79 estudantes formados em cursos da Unilab, desde a criação. Em 1º lugar está Guiné-Bissau, com 786 estudantes e em 2º lugar está Angola, com 480 estudantes.

Quanto a novidade, Ricardo Ossagô, pró-reitor da Proex, informou que o Projeto Independências ganhou recurso próprio por meio da articulação entre: Reitoria, Proex e Pró-Reitoria de Planejamento, Orçamento e Finanças (Proplan), possibilitando suporte financeiro aos já tradicionais eventos pátrios dos países parceiros, geralmente idealizados pelas associações discentes.

“Cada um de vocês, estudantes moçambicanos, são verdadeiros embaixadores de vosso país. E, particulamente na Unilab. A vossa presença diplomática pela ciência e pelo conhecimento, faz também a diferença na forma como vocês falam da vossa cultura e da realizada nacional. Vocês estão longe de vossa terra e dos familiares. Mas, estão aqui também pela liberdade que conquistaram. Ela se materializa na ciência do conhecimento e na educação. Que Moçambique continue se consolidando, onde as transformações também se fazem pelos jovens, que, em algum momentos, posssam colaborar com o crescimento da nobre nação. Viva Moçambique!”, declarou Miguel Dias, representante da Prointer.

Segundo o professor moçambicano, Carlos Subuhanna, os responsáveis pela independência já fizeram a parte deles. “Após esta data, a responsabilidade é nossa. Essa nova juventude vai possibilitar e apressar o destino desta nação”.

Para a vice-reitora, Eliane Gonçalves, “nós somos a independência e nós somos a construção do país que queremos hoje. Todas as independências se dão pelo processo de lutas dos povos e de compreensão de que é com liberdade que a gente constrói a nossa nação. A Unilab é fruto deste olhar e compreensão coletiva. Viva Moçambique!” 

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