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Memória, esperança e compromisso marcam lançamento da segunda turma das Defensoras Populares do Ceará

Por Equipe de Comunicação Unilab
Data de publicação  26/06/2026, 10:37
Postagem Atualizada há 22 horas
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A última quarta-feira (24/06) foi marcada por emoção, esperança e fortalecimento de compromissos no lançamento oficial da segunda turma do projeto Defensoras Populares, iniciativa que fortalece o protagonismo feminino e amplia o acesso à justiça nos territórios mais diversos do estado.

A segunda edição do projeto confirma o reconhecimento conquistado pela iniciativa em todo o Ceará. Em 2025, o projeto foi premiado pelo Selo Esperança Garcia de Antirracismo e conquistou o Prêmio Innovare, considerado o mais importante reconhecimento da Justiça brasileira às práticas que promovem a inovação e ampliam o acesso à justiça.

O fruto da parceria de sucesso entre a Defensoria Pública do Estado do Ceará, através Escola Superior da Defensoria Pública do Estado do Ceará e a Unilab, através do Centro Interdisciplinar de Estudos de Gênero (Cieg Dandara), do Instituto de Humanidades, passou a inspirar uma iniciativa nacional apoiada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP/SAJU) para outros estados, que agora conta com com a participação da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e apoio do Programa Antes que Aconteça. 

Ao longo dos próximos 12 meses, as participantes passarão por uma formação voltada à educação em direitos, cidadania, participação social e fortalecimento das lideranças femininas. Ao término do curso, cada cursista deverá executar um Plano de Atuação Comunitária, multiplicando os conhecimentos adquiridos e fortalecendo as redes de proteção e promoção de direitos em seus territórios. 

A defensora pública Amélia Soares, destacou a importância da continuidade da iniciativa e o crescimento do projeto ao longo dos últimos anos. “Começar um projeto é difícil, mas dar continuidade a ele é um desafio ainda maior, sobretudo quando se trata de uma iniciativa tão corajosa, que aposta na formação de uma turma diversa. Na primeira edição, reunimos 100 mulheres, com idades entre 18 e 68 anos, oriundas de 16 territórios. Já na segunda turma, são 120 mulheres de 33 territórios diferentes, trazendo uma ampla diversidade de vivências, experiências, trajetórias, desafios e esperanças”, ressaltou. Segundo ela, o principal objetivo da formação é contribuir para a construção de uma sociedade mais justa e solidária. “Esse processo começa quando compreendemos como os direitos são construídos e efetivados em nosso cotidiano”, completou.

Segundo a Diretora do Instituto de Humanidades, professora Luma Andrade, o projeto nasce como uma resposta às desigualdades históricas enfrentadas pelas mulheres, especialmente aquelas em situação de maior vulnerabilidade. “Esse projeto foi criado para produzir uma reparação histórica de uma dívida com as mulheres. E essa diversidade que vemos aqui precisará dialogar, construir respeito e união. É dessa teia formada por diferentes fios que surge a força necessária para potencializar nosso trabalho coletivo”, destacou.

Para a coordenadora do projeto na Unilab, professora Violeta Holanda, “cabe a nós o fortalecimento da formação antirracista e feminista, diretrizes fundamentais para a construção de uma sociedade verdadeiramente mais justa, democrática e plural”. A equipe da Unilab marcou presença no evento. Fazem parte da equipe as professoras colaboradoras Lídia Valesca, Cássia Cunha e Silmara Lanai; e as estudantes Leidiane Ferreira, Suzana Albino, Delfina Lesso, Crismaura Cruz, Margarida Nipathi, Neusa Vunge, Augusta Mbei, Elisse Freitas, Luanna Gomes, Flor Fontenele, Rita Costa e Waita Sanca.

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