Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira
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No livro, família “Fraga”; na história, Joaquim Agostinho Fraga

Data de publicação  31/05/2011, 00:00
Postagem Atualizada há 10 anos
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O circuito cultural promovido pela Unilab, durante os três dias de festa, para comemorar a inauguração da primeira universidade da integração internacional do Brasil, contou com diferentes atividades no Campus da Liberdade. Na quinta-feira, 24, ao entardecer, foi a vez dos alunos e da comunidade, conhecerem um pouco da história de vida da família Fraga, reunida no livro ‘Fraga: afetos e caminhos de uma família que atravessa mares, sertões, desafios e improvisos’, de autoria de Maria de Nazaré de Oliveira Fraga, da Universidade Federal do Ceará (UFC).

 

Mais de 80 pessoas, entre elas a prefeita Cimar, e a secretária de Cultura, Lisiê Freire, de Redenção, prestigiaram a família que tem a coragem, a luta e a longevidade como marcas registradas. No meio de jovens, adultos e crianças, encontramos o Expedito Silveira Fraga, primo distante da autora e neto do Joaquim Agostinho Fraga que, com quase 98 anos de idade, que completará em outubro deste ano, veio com a família prestigiar o lançamento. Mas, vocês devem estar se perguntando, o que esse livro tem a ver com a Unilab? Muito bem, a família Fraga, traz em suas raízes genealógicas, um dos primeiros abolicionistas, Joaquim Agostinho Fraga, que lutou pela abolição dos escravos em Redenção, e a conquistou em 1º de janeiro de 1883, quando os escravos foram libertados. “Somos 16 irmãos e dizemos que com 80 anos, somos brotos, jovens, lúcidos e com energia. Minha irmã, com 88 anos, ainda faz crochê completamente lúcida e viaja”, disse a autora. Voltando ao seu Expedito, ele ainda lembra-se de Joaquim Fraga e, nas poucas palavras que conseguimos arrancar, ele foi categórico ao dizer: “Foi o homem mais forte, que tinha muita coragem”.

 

A família Fraga é migrante, uma mistura de culturas: uma avó da Paraíba, mais dois do Rio Grande do Norte, além de irmãos portugueses que chegaram à região de Baturité no século XVIII, e dai veio outra avó materna. Segundo a autora, a vontade de conhecer suas raízes, mais profundamente, a motivou escrever a história dos Fraga, principalmente depois que seus pais faleceram. “A motivação para escrever o livro veio a partir da necessidade de conhecer mais as raízes da minha família, e se tornou mais forte com o tempo”, disse.

 

Aposentada, conseguiu arrumar tempo para realizar o que ela chamou de “sonho”. Orgulhosa conta sobre as descobertas que realizou. “Parentes que não tínhamos qualquer ligação. Minhas tias, com 90 anos, é que deram os detalhes sobre minha avó, de onde veio, e da única visita que recebeu de um irmão. E, foi com nome desse irmão e do lugarejo, de onde ela veio, que hoje já tem outro nome, é que consegui fazer o percurso de volta e encontrar os sobrinhos, bisnetos e tataranetos de minha avó, morando ainda no mesmo lugar”.

 

Foram muitas pesquisas em cemitérios, paróquias, cartórios, visitando parentes idosos com mais de 90 anos. Uma palavra aqui, outra ali e o resultado foi um livro autobiográfico, com 288 páginas, contando reminiscências sobre sua família, sobre os traços característicos dos pais, avós, além de encontrar, nas coisas de seus pais, uma relíquia, uma pequena brochura, publicada em 1952, que foi republicada no livro, que conta detalhes sobre Joaquim Augustinho Fraga, seu tio avó, irmão do seu avó paterno.

 

Sob a coordenação das professoras Emília Soares e Juliana Jales, da Unilab, o livro foi lançado no auditório da Unilab, no Campus da Liberdade, em Redenção. Assim como a Unilab, o livro, idealizado em 1994, conta a história vivida por uma família que deixa marcas no Ceará, e faz muita gente retornar ao passado. Aqui ele marca a primeira atividade realizada no auditório da Unilab. A autora conta que apesar da ideia ter surgido em 1994, quando começou a colecionar alguns materiais, levou, apenas, um ano e meio, para finalizar o livro. Isso é apenas um começo do que você vai encontrar nas páginas do livro.

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