Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira
Universidade Brasileira alinhada à integração com os países membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP)

Missão de Benin falará sobre a história do povo Agudá

Data de publicação  01/03/2012, 17:03
Postagem Atualizada há 10 anos
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Uma missão beninense estará na Unilab na próxima segunda-feira, 5 de março, a partir das 14h, para proferir palestra sobre “A história do povo Agudá”. Antes da palestra, haverá uma apresentação de tambor-de-crioula, dança típica muito popular no Maranhão, apresentado pelo grupo Tambor de Marias.

Em dezembro do ano passado, a prefeitura de Fortaleza assinou o projeto “Centro de Formação em Artes e Ofícios do Patrimônio em Porto Novo/Benin”. O projeto tem como principal objetivo promover a valorização, a divulgação e a reconstrução do conjunto cultural e histórico afro-brasileiro na cidade de Porto Novo, em Benin, na África. Por meio do incentivo para a restauração e a conservação de bens móveis e imóveis, o projeto busca a geração de emprego, renda e oportunidades econômicas para a cidade de Porto Novo.

Uma das etapas desse projeto é a visita de uma missão beninense no Brasil, a fim de conhecer o conjunto arquitetônico e a herança africana no Brasil, bem como identificar os laços culturais entre África e Brasil. A Unilab, percebendo a grandeza do projeto coordenado pela Prefeitura de Fortaleza, decidiu apoiar a iniciativa, e participa das discussões em torno da contextualização histórica do povo Agudá e da elaboração do documento final do projeto.

 Povo Agudá

Agudás são comunidades de escravos libertos no Brasil (afro-brasileiros) e retornados ao Benim, África.  Numerosos, esses “brasileiros” estabeleceram-se na região da antiga costa dos Escravos, que abrangia todo o golfo de Benim, indo da atual cidade de Lagos, na Nigéria, até Acra, em Gana, entre os séculos XVIII e XIX. São designados em iorubá, fom ou mina os “parentes de Uidá”, ou seja, os beninenses que possuem sobrenome de origem portuguesa.

Os agudás representam hoje por volta de 5% da população do Benim e são reconhecidos, sobretudo, pelos sobrenomes de origem portuguesa e por alguns indicadores de identidade. Desempenha também um papel importante a família de Souza, descendentes diretos do baiano Francisco Félix de Souza, que foi vice-rei de Uidá, com o título de chachá e nessa qualidade exerceu o monopólio do tráfico negreiro no antigo reino do Daomé, na primeira metade do século XIX.

Tambor de Crioula

Na dança, existe uma parelha de tambor, contando com três de sons e ritmos diferenciados. Cada tambor tem o seu nome específico: o tambor grande, o meião e o crivador. Durante toda a brincadeira são vários os tocadores que passam pelos tambores. No caso do Tambor das Marias, tanto homem como mulher pode tocar.

Assim como existem os batuqueiros (também denominados coreiros), existem também as coreiras que dançam a frente do tambor grande, onde cada mulher tem a sua vez. Para participar da roda basta que a mulher vista uma saia e aprenda um passo característico de dança. Nesse caso, não são apenas as mulheres que podem dançar. Alguns homens também vestem a saia e dançam com as meninas.

Fontes:

www.caravanaculturalce.blogspot.com 

http://culturadigital.br/nomundo/tag/tambor-de-crioula/

 

 

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