Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira
Universidade Brasileira alinhada à integração com os países membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP)

Unilab realiza programação para celebrar independência de Cabo Verde

Por Equipe de Comunicação Unilab
Data de publicação  05/07/2012, 14:06
Postagem Atualizada há 14 anos
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Estudantes cantam o Hino Nacional de Cabo Verde

Neste dia 05 de julho, a Unilab comemorou os 37 anos de independência do país africano Cabo Verde. A universidade realizou uma programação especial com exibição de filmes e oficina de dança, além do almoço com prato típico do país. Atualmente, a Unilab possui 14 estudantes caboverdianos.

 

Mesa de abertura

A abertura da comemoração contou com a presença do reitor Paulo Speller, da vice-reitora Maria Elias, das pró-reitoras Adênia Guimarães, Selma Pantoja e Jacqueline Freire, do coordenador de Assuntos Estudantis, José Veríssimo, do coordenador de Arte e Cultura, Fernando Leão, e do caboverdiano Raul Ferreira.

 

Reitor Paulo Speller

 

O reitor parabenizou a conquista da independência do país e destacou a contribuição de Cabo Verde para o mundo. “Apesar de ser um país pequeno e formado por 10 ilhas, nota-se que os caboverdianos não perdem a identidade, a musicalidade e a alegria, além da capacidade de estar integrados com outros povos. Nós temos admiração e temos muito o que aprender com vocês”, disse o reitor.

 

Jacqueline Freire, pró-reitora de Graduação

A pró-reitora de Graduação, Jacqueline Freire, falou sobre a participação dos alunos na Universidade e sobre as novas possibilidades de parcerias. “Podemos ressaltar que, para o último processo seletivo, a Unilab ampliou o número de estudantes caboverdianos e proporcionou a diversificação entre os cursos ofertados. Também é bom destacar que, recentemente, o reitor Paulo Speller assinou um convênio de cooperação técnica com a Universidade de Cabo Verde para o desenvolvimento de projetos integrados em pesquisa, extensão e mobilidade acadêmica entre as duas instituições”, esclareceu.

 

Estudante caboverdiano, Raul Ferreira

Para representar os estudantes caboverdianos, Raul Ferreira explicou como aconteceu o processo de independência e os principais líderes que lutaram pela liberdade. Ele fez ainda o convite para as pessoas conhecerem o país. “Cabo Verde é uma terra de sol, verde e muito bom para o turismo de esportes radicais por causa das montanhas. Lá, são famosas a aguardente, o café e o vinho. E nós temos um povo muito acolhedor”, enfatizou o estudante.

 

A caboverdiana Jezabel do Nascimento, cerimonialista do evento

O mesmo pensamento também é compartilhado pela conterrânea, Jezabel do Nascimento, que foi a cerimonialista da solenidade. Sobre a festa de independência, ela afirmou que: “embora não tenha vivido esse momento, os meus pais falam sobre isso com muita emoção. Aqui, é só uma forma de homenagear as pessoas que lutaram pela liberdade e deram a vida por nós”.

 

Prato típico de Cabo Verde: cachupa

 

Assis Anderson aprovou a comida

 

Como uma maneira de conhecer um pouco mais sobre a cultura do país africano, os frequentadores do Restaurante Universitário da Unilab experimentaram a “cachupa”, prato típico de Cabo Verde. O estudante Assis Anderson Ribeiro da Silva aprovou a comida. “Na aparência se assemelha ao mungunzá, mas o gosto é como se fosse um creme de galinha ou um cozidão”, revelou o estudante. “Acho muito interessante essa proposta da Unilab de integrar os países também por meio da culinária. Antes, nós conhecemos a história e agora estamos experimentando a comida local”, acrescentou.

O filme motivou um debate sobre temas sociais

À tarde, a programação festiva teve continuidade com a exibição do filme “Rapazinho Intentado”, uma produção caboverdiana que aborda a gravidez na adolescência. O anfiteatro da Unilab ficou lotado. Após a exibição, foi promovido um debate em que os alunos da Unilab das diversas nacionalidades puderam trocar experiências sobre questões sociais. O momento foi propício para que os alunos compartilhassem como questões polêmicas, como o aborto e a gravidez precoce, são enfrentadas em seus países.

Os caboverdianos vão apresentar seus ritmos

O dia de festividades na Unilab será encerrado, à noite, ao som de ritmos e da dança de Cabo Verde. Os alunos prepararam uma apresentação que mistura diversos gêneros musicais que se espalham pelas ilhas africanas. Ailene Rosa explica que a coreografia  começa com a Morna. “É um ritmo mais lento, a letra fala da saudade da terra e da nossa cultura”, explica. A Coladeira, ritmo que junta casais numa dança de salão, será na sequência. O ritmo esquenta com o Batuque que é marcado pela performance principalmente das mulheres. “Esse ritmo começou como uma brincadeira em que as mulheres usavam um conjunto de panos no meio das pernas que ajudava a tirar uma percussão”, diz Ailene. O Funaná, estilo mais tradicional entre todos os ritmos caboverdianos, que é dançado aos pares, encerra a apresentação.

 

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