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Assembleia Geral da ONU aprova Década Internacional de Afrodescendentes de 2015 a 2024

Data de publicação  09/01/2014, 14:12
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A Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou em 23 de dezembro de 2013 uma resolução que cria a Década Internacional de Afrodescendentes. Intitulada “Pessoas Afrodescendentes: reconhecimento, justiça e desenvolvimento”, a Década será celebrada de 1º de janeiro de 2015 a 31 de dezembro de 2024. O objetivo é aumentar a conscientização das sociedades no combate ao preconceito, à intolerância, à xenofobia e ao racismo.

O documento enfatiza que, apesar de muitos esforços pelo mundo, “milhões de seres humanos continuam a ser vítimas do racismo, da discriminação racial, da xenofobia e da intolerância relacionada, inclusive suas manifestações contemporâneas, algumas das quais tomam formas violentas”.

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Promovido pelo Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio) e parceiros, show no Rio de Janeiro apoiou campanha pela aprovação da Década Internacional de Afrodescendentes. Na imagem, apresentação de André Sampaio & Os Afro Mandinga. Foto: UNIC Rio/Felipe Siston

No último dia 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, o Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio) e parceiros promoveram o show “Encontro das Áfricas”, no Rio de Janeiro, que contou com a participação de artistas brasileiros e estrangeiros que sintetizaram as diferentes culturas africanas com apresentações que foram dos tambores à música eletrônica.

A iniciativa foi realizada em apoio à então campanha para que os Estados-membros da ONU aprovassem a Década. A aprovação do decênio também deve impulsionar o plano de ação estabelecido na Conferência de Durban, em 2001, sobre o tema.

Por meio de nota, o governo brasileiro afirmou que empenhou-se diretamente no processo de negociações que levou à proclamação da Década, manifestando “grande satisfação” pela proclamação da data.

A representação brasileira nas Nações Unidas ressaltou que o País tem o maior número de pessoas de ascendência africana fora do continente. A delegação do Brasil lembrou que o País continua a enfrentar o racismo e a intolerância herdada de seu passado colonial.

Fonte: ONU-BR

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