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Cine Unilab exibe filmes africanos entre os dias 06 e 09 de maio

Data de publicação  05/05/2014, 13:19
Postagem Atualizada há 7 anos
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A Pró-Reitoria de Extensão, Arte e Cultura (Proex) e a Pró-Reitoria de Políticas Afirmativas e Estudantis (Propae) realizarão, entre os dias 06 e 09 de maio, a exibição de filmes do Cine Unilab, com a curadoria do professor Carlos Subuhana. O tema central do evento é “Cinema Africano: migração e refúgio”. A Quarta Cultural Maciço de Arte também está inclusa nesta programação e será às 18h, no Anfiteatro.

Diariamente, ocorrerão duas sessões nos horários de 13h30 e de 15h30. Nesta terça-feira (06), a exibição será realizada no Auditório do Campus da Liberdade, e nos dias 07, 08 e 09, a programação acontecerá no Anfiteatro do Campus da Liberdade, em Redenção.

Confira abaixo a relação dos filmes:

Dia 06

13h30min

Adeus RDA (Licínio Azevedo, 1992, 56 min, Moçambique)

Sinopse: Na década de 80, 16 mil moçambicanos trabalhavam na ex-RDA. O acordo governamental que permitia isso era símbolo da solidariedade entre um regime comunista europeu e regimes socialistas do terceiro mundo. Poucos trabalhadores moçambicanos ficaram na Alemanha unificada. Para os que regressaram a Moçambique, alguns deles depois de 10 anos de ausência, foi como uma viagem a um mundo desconhecido, pois o seu país já não era aquele que haviam deixado.

15h30min

Gito: o ingrato (Léonce Ngabo & Joseph Kumbela, 1992, 87 min, Burundi).

Gito é um estudante do Burundi que vive em Paris. Quando termina os estudos, decide voltar ao seu país e promete à sua namorada francesa chamá-la quando se tornar Ministro, algo que não tem dúvidas que vá acontecer. No entanto, perde gradualmente a sua ambição à medida que vai sendo confrontado com a realidade do país. Recomeça então a sair com o seu amor de infância. Apesar de tudo, ele encontrará uma saída inesperada para as suas desilusões, com a ajuda das duas mulheres da sua vida.

Dia 07

13h30min

Nha Fala (Flora Gomes, 2002, 89 min, Cabo Verde e Guiné Bissau)

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Sinopse: Nha Fala conta a história de uma jovem proibida de cantar pelos pais, consequência de uma maldição ancestral que condena a morte toda a mulher da família que ouse quebrar esse tabu. Ao optar por estudar em França, Vita resolve cantar e gravar um CD, cujo sucesso é imediato. Com medo que a sua mãe descubra que quebrou a promessa, decide voltar e encenar a sua própria morte para melhor ressuscitar.

15h30min

O Emigrante (Henrique Narciso – Dito, 2010, 80 min, Angola)

Sinopse: O filme relata a vida de dois jovens, um lavador de carro e um carregador de bagagens, que sobrevivem pelas várias ruas da cidade de Luanda (Angola). O drama começa quando o carregador de bagagens ganha na loteria e decide satisfazer um sonho de criança: conhecer a Europa. O filme realça também, na maioria das suas sequências, a realidade vivida por muitos emigrantes angolanos na diáspora, onde os motivos da emigração se perdem entre as várias peripécias para sobreviverem.

18h – Quarta Cultural Maciço de Arte

Terra Sonâmbula (Tereza Prata, 2007, 103 min, Moçambique)

Sinopse: Terra Sonâmbula é uma adaptação cinematográfica de um livro de Mia Couto. No Moçambique pós-independência, mergulhado em uma devastadora guerra civil, em meio a perigos e carências de toda ordem, o menino Muidinga e seu relutante protetor, o velho e alquebrado Tuahir, caminham a esmo, fugindo das mortes causadas pelas guerrilhas que lhes destruiu a base material da existência e sua teia de relações familiares e sociais. Encontrar os verdadeiros pais de Muidinga, que foi recolhido por Tuahir num campo de refugiados, é a justificativa da viagem. Mas, na verdade, os dois apenas procuram se manter vivos, tarefa que nem sempre parece possível.

Dia 08

13h30min

Desobediência (Licínio Azevedo, Moçambique)

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Sinopse: Rosa, uma camponesa Moçambicana, é acusada de ser a causadora do suicídio do marido por se recusar a obedecer-lhe. Dizem que ela tem um “marido-espírito”. Para provar a sua inocência e recuperar os filhos e os poucos bens que o casal possuía, Rosa submete-se a dois julgamentos: o primeiro num curandeiro, o segundo num tribunal. É absolvida em ambos. O filme é interpretado pelos próprios intervenientes da história, o homem morto pelo seu irmão gêmeo. Durante a rodagem, o realizador decidiu instalar uma segunda câmara para seguir este enredo de vingança sem fim. Uma montagem desta complexidade não tem paralelo no cinema africano.

16h30min

O Grande Bazar (Licinio Azevedo)

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Sinopse: Num grande mercado de Moçambique, dois garotos com procuram enfrentar os desafios que lhe são impostos. Um não quer mais morar com as tias violentas e prefere viver na rua, enquanto o outro precisa recuperar o dinheiro que lhe foi roubado, para poder voltar para casa. No filme, também é possível ver um recorte social de uma população de baixa renda, que vai se virando para viver. De forma bem humorada, cada um vai levando do jeito que dá e o resultado é muita criatividade e irreverência.

Dia 09

13h30min

Na Cidade Vazia. (GANGA, Maria João, 2004, 90min, Angola e Portugal).

Sinopse: Um grupo de crianças refugiadas de guerra, acompanhadas por uma freira, segue num voo rumo a Luanda, capital de Angola. Ao chegarem ao aeroporto, N’dala, um menino de 12 anos, consegue fugir do grupo e parte para descobrir a cidade. Enquanto a freira empreende uma investigação na tentativa de encontrá-lo, acompanhamos N’dala em sua jornada pelas ruas movimentadas da capital. É lá que ele conhece o velho pescador António, que o ajuda e com quem faz amizade. Também cruza com pessoas mal-intencionadas que tentam prejudicá-lo. O filme foi a segunda obra cinematográfica a ser produzida em Angola após a guerra civil e o primeiro filme angolano a ser realizado por uma mulher, Maria João Ganga.

15h30min

A guerra da água (Licínio Azevedo)

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Sinopse: Quatro histórias cruzam-se numa aldeia moçambicana. Histórias sobre a importância de uma lata com água, de um poço que se avaria, de um caçador solitário, de um pássaro que, dentro de uma gaiola, se transforma numa telefonia portátil. Ao atravessar todas estas histórias, a dignidade nos olhares das pessoas. São três as personagens deste documentário: o poço, as mulheres e o embondeiro. Um filme mágico.

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