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GUINÉ-BISSAU – José Mário Vaz toma posse como novo presidente do país

Data de publicação  24/06/2014, 09:53
Postagem Atualizada há 7 anos
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banderia-guinebissauTomou posse, nesta segunda-feira (23), o Presidente da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, etapa decisivo para a volta do país à democracia, após o golpe de Estado de Abril de 2012. Na semana passada, também foi dada posse para a Assembleia Nacional Popular eleita em Abril. Sinal do progressivo regresso à normalidade foi a readmissão do país na União Africana.

José Mário Vaz, no momento do juramento presidencial. Foto: ALFA BA/AFP

José Mário Vaz, no momento do juramento presidencial. Foto: ALFA BA/AFP

No discurso de posse que fez no Estádio Nacional 24 de Setembro, em Bissau, José Mário Vaz, 57 anos, eleito com 61,9% dos votos, repetiu a prioridade que tinha anunciado durante a campanha eleitoral: o combate à pobreza que encara como a raiz dos problemas político-militares que têm condicionado a vida do país.

“Contrariamente ao que à primeira vista pode parecer, a instabilidade político-governativa não é a causa dos nossos problemas, é antes sim uma mera consequência da pobreza e subdesenvolvimento que nos propomos desafiar”, disse, num discurso de 45 minutos, perante a um público de cerca de 15 mil pessoas.

Entre os que o ouviam estava o general António Indjai, chefe das Forças Armadas, líder do golpe que há dois anos interrompeu a ordem constitucional e derrubou o governo de que José Mário Vaz fazia parte como ministro das Finanças. A presença do militar confirmou a natureza do processo de transição guineense feito de compromissos ditados por pressões externas.

“Prosseguiremos, com diálogo permanente na base de consensos com a sociedade castrense às reformas e modernizações em curso no Setor da Defesa e Segurança”, disse no seu discurso José Mário Vaz, conhecido como Jomav. O novo chefe de Estado teve palavras elogiosas para o Presidente nomeado após o golpe militar. “A transição política só foi possível graças ao elevado sentido de Estado e a invulgar capacidade de facilitar consensos de Manuel Serifo Nhamadjo”, disse.

O regresso da Guiné-Bissau à ordem constitucional foi testemunhado por representantes de organizações e países estrangeiros, como Portugal, que estava representado pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete. Da África Ocidental, estiveram presentes: Macky Sall, de Senegal; Yaya Jammeh, da Gâmbia; Alpha Condé, de Guiné-Conacri; Ibrahim Boubacar Keita, do Mali; Thomas Boni Yayi, do Benim; Blaise Compaoré, do Burkina Faso; Mahamadou Issoufou, do Níger; Jorge Carlos Fonseca, de Cabo Verde; John Dramani Mahama, de Gana; e Goodluck Jonathan, da Nigéria.

Marcada por anos de violência político-militar e golpes de Estado, minada pelo tráfico internacional de droga, a Guiné-Bissau é um dos países mais pobres do mundo. A situação agravou-se após o golpe que há dois anos derrubou Gomes Júnior, devido ao isolamento internacional a que o país foi votado.

Fonte: Publico.pt

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