Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira
Universidade Brasileira alinhada à integração com os países membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP)

Abertura de seminário sobre Internacionalização reúne ministro da Educação e outras autoridades

Data de publicação  24/02/2021, 17:03
Postagem Atualizada há 7 meses
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Abertura foi transmitida pelo Facebook oficial da Unilab.

A Pró-Reitoria de Relações Institucionais e Internacionais da Unilab (Prointer) realiza o Seminário “Internacionalização da Educação Superior com ênfase no Sul global: Unilab e CPLP, 10 anos depois”. A mesa de abertura contou com a participação do ministro da Educação, Milton Ribeiro, além do secretário de Ensino Superior, Wagner Vilas Boas; o embaixador Armindo Fernandes, diretor geral do secretariado executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP); o reitor da Universidade Federal da Integração Latino-Americana, Gleisson Brito; representantes do Ministério das Relações Exteriores (MRE), entre outras autoridades.

O ministro da Educação, Milton Ribeiro, ressaltou a quantidade de universidades brasileiras e ações realizadas – 69 universidades federais, com 281 campi; 38 institutos federais, com mais de 600 campi. Desse universo, destacou a satisfação com o trabalho realizado pela Unilab. “A Unilab mostra a nossa proximidade com os irmãos africanos de fala portuguesa, que encontram no Brasil ambiente de aceitação. Que a questão racial seja suplantada até o ponto em que se veja a competência, altruísmo e capacidade de cada ser humano sem olharmos cores e outras matizes. Comprometo-me a estender a mão para vocês de uma maneira especial, com muito carinho por essa nossa universidade”, declarou.

O reitor pro tempore da Unilab, Roque Albuquerque, estava em Brasília e participou do evento junto com o ministro da Educação. Roque sublinhou que a Unilab reúne “corpos, almas e seres de diferentes espaços geográficos da CPLP, estudantes internacionais e do interior, do Maciço de Baturité e do Recôncavo Baiano”. O reitor anunciou ainda que Moçambique destinará mais de 150 bolsas anuais a seus estudantes que vierem para a Unilab, além de novos acordos de cooperação com instituições da Nigéria, França e Guiné-Bissau.

A vice-reitora pro tempore, Cláudia Carioca, lembrou que a internacionalização está na lei de criação da Unilab, como missão institucional. “Somos uma universidade que coloca em evidência toda a estrutura, não só pesquisa, ensino e extensão, para a internacionalização. Nós envolvemos nosso corpo técnico também e é muito importante quando a universidade se une em prol da sua missão”, afirmou.

Já a pró-reitora de Relações Institucionais e Internacionais, a guineense Artemisa Candé, celebrou o Estatuto da Unilab, publicado no final de dezembro de 2020, e o fato de ser a primeira mulher negra e africana como pró-reitora na universidade. “Lembro que a minha presença aqui é necessária para que outras mulheres negras africanas e brasileiras se sintam representadas. Essa é a primeira gestão que considera mulheres negra não apenas sábias, mas competentes”, frisou.

Embaixador e diretor geral do secretariado executivo da CPLP, Armindo Fernandes trouxe, em sua fala, a importância da autonomia dos países, baseada no conhecimento. “A Unilab constrói internacionalização e cooperação Sul Sul inspirada no princípio da solidariedade, conforme seu Estatuto”, disse. Armindo sublinhou que a internacionalização é eixo estratégico para a CPLP, contribuindo com a redução de desigualdades.

Reitor da Unila, Gleisson de Brito ressaltou o “parentesco” entre as duas universidades, a quem chamou “universidades irmãs” e lembrou o caráter internacional das universidades desde seu começo, na era medieval.

Wagner Villas Boas, secretário de Ensino Superior (Sesu/MEC), pontuou que a internacionalização está prevista na Constituição Federal de 1988 e o Plano de Educação do Brasil prevê incentivo à mobilidade estudantil e ao intercâmbio.

Programação

Além da mesa de abertura, o evento prevê outros espaços de debate que contam com nomes de relevância no cenário nacional.

Às 15h30 do dia 24, a Palestra Magna com Luciane Stallivieri, docente pesquisadora da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), debate os desafios e perspectivas na Internacionalização na Educação Superior.

No segundo dia de evento (25), uma mesa redonda às 15h30 traça um recorte em torno da “Cooperação Sul-Sul: a CPLP e os desafios da ODS na agenda 2030 da Educação Superior”. Destaca-se, neste espaço, a participação de Isabel Casimiro, docente e pesquisadora da Universidade Eduardo Mondlane, e de Waldenor Moras, diretor do Colégio de Gestores de Relações Internacionais da Andifes.

No dia 26, a partir das 9h, o seminário debate “As Diretrizes de Internacionalização da Unilab e a construção desses processos em 10 anos de existência”. Para esse espaço, está confirmado o nome de Paulo Speller, primeiro reitor da Unilab e membro da comissão de implantação da universidade.

Confira a programação completa

Momento histórico

O evento chega num momento em que a Unilab vem consolidando vários processos de sua proposta de Internacionalização. A universidade foi criada em 2010 com uma missão institucional específica que a vocaciona a construir processos de integração entre os Países de Língua Oficial Portuguesa, por meio da Educação Superior.

A percepção de lacunas e de oportunidades de aprimoramento levou a Unilab a coroar essa década de existência com a construção do documento “Diretrizes de Internacionalização da Unilab”, reunindo linhas de trabalho que envolvem internacionalização de currículos, dupla diplomação, estágio no exterior, mobilidade acadêmica, redes internacionais de pesquisa e de cooperação interinstitucional, políticas linguísticas, de cátedra e de comunicação externa, entre outros pontos. O documento será apresentado no evento para discussão.

Proinst passa a se chamar Prointer

Foi publicada em 24/2 a portaria que altera o nome da Pró-Reitoria de Relações Institucionais para Pró-Reitoria de Relações Institucionais e Internacionais, ficando a sigla Prointer. A mudança busca ressaltar o papel de articulação internacional da pró-reitoria.

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