Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira
Universidade Brasileira alinhada à integração com os países membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP)

Unilab lança Cartilha de Enfrentamento à Violência de Gêneros

Data de publicação  05/04/2021, 14:45
Postagem Atualizada há 5 meses
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Arte de Sol Alves, discente da Unilab.

A Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab) encerra as atividades do mês de Março com o lançamento da Cartilha Informativa Enfrentamento à Violência de Gêneros.

Elaborada a partir do modelo adotado na Universidade de São Paulo (USP), cujo título é “Violência de Gênero na Universidade. Conheça seus direitos. Onde buscar ajuda?”, a cartilha da Unilab objetiva chamar a atenção dos membros da comunidade interna para ações cotidianas que violam os direitos humanos das mulheres nas diversas expressões do feminino.

O material traz o conceito de violência contra mulheres, tipos de violência, o que uma mulher deve fazer em caso de agressão e dados estatísticos sobre as principais formas de violência contra mulheres (Mulheres CIS – aquelas que se identificam com o sexo biológico com o qual nasceram e que adotaram padrões sociais ligados ao feminino – transexuais e travestis do gênero feminino).

Confira contatos da Rede de Atendimento à Violência contra a Mulher.

A universidade se posiciona

A exemplo da ampla mobilização que vem sendo realizada por segmentos da sociedade civil organizada, por diferentes instituições brasileiras e internacionais no contexto pandêmico da Covid-19, a Unilab vem somar-se no repúdio a toda forma de violência contra as mulheres.

A cartilha foi organizada com a contribuição de representantes da comunidade estudantil do Ceará e do campus dos Malês, em São Francisco do Conde/BA, por meio da produção de pequenos textos e da produção artística coletiva, contemplando representações dos/as estudantes brasileiros/as e internacionais, representante da comunidade LGBTQIA+ e ainda em diálogo com o Centro Interdisciplinar de Estudos de Gênero (CIEG/Dandara) e servidoras da Pró-Reitoria de Políticas Afirmativas e Estudantis (Propae).

A veiculação do material também almeja apoiar a permanência estudantil na Unilab, por compreender que mulheres atingidas pela violência comumente abandonam seus projetos de vida, comprometendo a sua formação e a permanência na universidade.

Violência contra mulheres

A violência contra mulheres está relacionada às desigualdades de gênero na sociedade e à importância histórica atribuída ao ser homem e ao ser mulher. Atinge indistintamente mulheres de todas as classes sociais, raças e etnias, religiões, culturas e orientação sexual. Produz consequências emocionais devastadoras e impactos graves sobre a saúde mental, sexual e reprodutiva. não é somente praticada por meio de agressão física, mas também como violência sexual, moral, patrimonial e psicológica.

Violações contra as mulheres trans e travestis do gênero feminino se expressam por meio dos crimes de ódio (facadas, alvejamento sem aviso, apedrejamento), motivados por preconceito e pela crença na sua “anormalidade’’, pela não identificação com o estereótipo do que é “natural”.

Números da violência

– Uma mulher é vítima de estupro a cada 9 minutos.

– Três mulheres são vítimas de feminicídio todos os dias.

– Uma pessoa trans ou gênero-diversas é assassinada a cada dois dias.

– Uma mulher registra agressão sob a Lei Maria da Penha a cada 2 minutos.

– O Brasil registra em média o que seria equivalente a 600 casos de agressão a mulheres por dia, 1 agressão dolosa a cada 2 minutos.

– Em 2020, o Ceará foi o 7º Estado Brasileiro com maior número de denúncias de violência contra a mulher.

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