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Acontece neste sábado (19), às 14 h, aula pública intitulada “As leis 10.639/2003 e 11.645/2008: indígenas, africanos e seus descendentes na educação básica”

Data de publicação  16/06/2021, 17:14
Postagem Atualizada há 2 meses
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O curso de extensão da Unilab “Introdução aos estudos de África, diáspora africana no Brasil e História e cultura indígena” inicia suas atividades com uma aula pública online intitulada “As leis 10.639/2003 e 11.645/2008: indígenas, africanos e seus descendentes na educação básica”.  Aberta a toda comunidade, a aula inaugural acontece no próximo sábado (19), às 14h, com transmissão pelo canal da Pró-Reitoria de Extensão da Unilab, no YouTube. O evento terá certificação de duas horas para os participantes.

Ativista dos movimentos ambientalista e indígena no Brasil, Edson Kayapó é um dos palestrantes da aula inaugural. Ele também é membro titular do Parlamento Indígena Brasileiro, membro da Comissão Assessora para a Inclusão Acadêmica e Participação dos Povos Indígenas, da Universidade de Campinas (Unicamp). Atua ainda na docência na Licenciatura Intercultural (Linter), do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (IFBA), e do Programa de Pós-graduação em Ensino e Relações Étnico-Raciais (PPGER), da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB).

Outra palestrante é Ynaê Lopes dos Santos, professora de História da América da Universidade Federal Fluminense (UFF). Ela é doutora em História pela Universidade de São Paulo (USP) e suas áreas de pesquisa tratam da História da escravidão nas Américas, das relações étnico-raciais no continente americano, do ensino de História da África e da questão negra no Brasil.  Atualmente desenvolve pesquisa sobre biografias de personalidades negras da história brasileira, bem como estudo sobre intelectuais negros no pós-abolição, em perspectiva comparada e conectada, do Brasil, dos Estados Unidos e de Cuba.

Curso de extensão

O curso de extensão “Introdução aos estudos de África, diáspora africana no Brasil e História e cultura indígena” é ofertado pelo curso de Licenciatura em História, do campus dos Malês (BA). Tem como objetivo oferecer instrumentais de trabalho, para contribuir no desenvolvimento de um olhar crítico e descolonizado sobre temas e dinâmicas históricas dos povos originários, bem como de africanos e seus descendentes no Brasil. As aulas têm como público alvo profissionais de educação da cidade de Candeias (BA), interessados em ampliar conhecimentos sobre o continente africano – e a sua importante herança na História do Brasil – e, ainda, em resgatar a importância da História e cultura indígena.

“Acreditamos que a formação impactará positivamente na prática pedagógica dos professores das áreas de História, Geografia e Linguagens, reverberando na afirmação identitária dos estudantes candeenses”, afirma Márcia Lopes, superintendente do departamento técnico-pedagógico da Secretaria da Educação de Candeias.

O curso está com inscrições encerradas e acontece de junho a novembro, com carga horária de 48horas. As aulas são teórico-práticas – com uso de materiais didáticos e paradidáticos – e visam suprir as demandas das leis 10.639/2003 e 11.645/08, que estabelecem a obrigatoriedade da inserção, na Educação Básica, do estudo da História da África, de seus descendentes no Brasil e da História e cultura indígena. O curso é coordenado pela docente do curso de História da Unilab, Fábia Ribeiro, em parceria com as professoras Sônia Rodrigues (Incra) e Rosemeire Souza, especialista em História dos povos indígenas da Universidade Federal do Pará (UFPA), além dos estudantes do curso de História Sene Carlos Indjai e Vera Lúcia Bispo.

A docente Fábia Ribeiro lembra que a primeira edição do curso foi ofertada em 2019, para profissionais da educação da cidade de Santo Amaro (BA). “O curso foi um sucesso e dessa vez estamos ampliando a formação, ao abordar as temáticas relativas à História e cultura indígena. Trata-se de um exercício de militância em prol da difusão das leis 10.639 e 11.645, além de colocar a Unilab a serviço da comunidade como parceira da luta antirracista”, afirma Ribeiro.

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