Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira
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Latitudes africanas realiza live neste sábado (31/07), às 17h, no projeto “AmefriKa: arte y territorialidad”

Data de publicação  29/07/2021, 17:13
Postagem Atualizada há 2 meses
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Créditos/Arte: Cicí Andrade

O projeto AmefriKa: arte y territorialidad realiza neste sábado (31/07), às 17h, a primeira edição de um ciclo de lives, que tem o intuito de dialogar com artistas, ativistas, escritores/as e pesquisadores/as negras/os do continente africano e sua diáspora. O evento visa compartilhar vivências e produções nos territórios onde essas pessoas nascem e (re)existem. As lives serão transmitidas pelo canal no YouTube do Latitudes Africanas – projeto de extensão da Unilab, que é coordenado pelo professor Bas´Ilele Malomalo e é realizador dessa iniciativa.

Participa dessa primeira live a afro-colombiana María Méndez, que se autodenomina como artista e bruja. Ela trabalha principalmente com técnicas de fotografia, colagem, desenho, redação e arquivamento. Seus processos de pesquisa são mediados a partir do encontro, conversa e culinária com outras pessoas. Outra convidada é a afro-costarriquenha Shirley Campbell Barr, autora, poeta, antropóloga e ativista do movimento negro na América Latina. Barr trabalha com uma poesia que tem como objetivo alimentar e promover a mobilização e a conscientização sobre a situação dos povos afro-americanos, em sua região.

A mediação e curadoria do evento é de Cicí Andrade, poeta, pesquisadora e graduanda em Antropologia pela Unila; e Geinne Monteiro, geógrafa, educadora, pesquisadora e mestranda em Geografia Humana, pela USP.

AmefriKa

O nome AmefriKa é uma junção da categoria político-cultural “amefricanidade” proposta por Lélia Gonzalez, em 1988, no seu texto “A categoria político-cultural de amefricanidade” + “Ka” que, na cultura Kemética (antigo Egito), trata-se de energia vital e relaciona-se com a noção de alma na cultura ocidental – a explicação mais detalhada poderá ser encontrada no texto “A Ideia da Alma no Antigo Egito”, escrito por Molefe Kete Asante, em 2014.

“Entendemos que a noção de AmefriKa não é a única forma de compreender os processos históricos, geográficos, sociais, econômicos e culturais, que se estruturaram ao longo do tempo-espaço e nos atravessam até os dias atuais, mas acreditamos na força e importância do ato de nomear a partir de nossas próprias proposições políticas, como forma de autonomia intelectual e produção do conhecimento dentro e fora do espaço acadêmico”, explicam Cicí Andrade e Geinne Monteiro, que realizam a mediação e a curadoria da live.

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