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No dia 07/12 acontece o evento “Escritas do corpo feminino: caminhos para acolher e discutir o sofrimento psíquico”

Data de publicação  29/11/2021, 15:42
Postagem Atualizada há 1 mês
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No dia 7 de dezembro acontece o evento “Escritas do corpo feminino: caminhos para acolher e discutir o sofrimento psíquico”. O encontro é organizado pelo Grupo de Pesquisa e Extensão “Sobre o corpo feminino-Literaturas Africanas e Afro-brasileira” (Unilab/CE) , coordenado pela Profa. Dra. Luana Antunes Costa (ILL) e pela Profa. Dra. Natalia Cabanillas (IH) – parceria institucional na organização do evento -, em conjunto com a Sorbonne Université e o grupo de pesquisa Escritas do Corpo Feminino, da UFRJ, liderado pela Profa. Dra. Maria Teresa Salgado. A transmissão desse encontro será pelo canal do “Escritas do corpo feminino” no Youtube.

O evento convida seis autoras do universo de língua portuguesa para debater o papel da literatura no processo de adoecimento psíquico e também de resistência ao adoecimento. Às 10h, participam da primeira mesa as  convidadas Aida Gomes, Eliana Cruz e Yara Monteiro. Às 14h, integram a segunda mesa Goretti Pina, Dina Salústio e Elisabete Nascimento. A professora da Unilab, Luana Antunes, é uma das mediadoras dessa mesa.

Temas em debate
A discussão envolvendo traumas, adoecimentos, angústias, desequilíbrios, que se manifestam no psiquismo e, consequentemente no corpo, não é nova. Há tempos, a literatura tematiza diversas formas de adoecimento que atingem o feminino: ora reiterando a posição feminina como condição de fragilidade e, portanto, mais susceptível a tal adoecimento, ora questionando esse lugar e denunciando os estereótipos da loucura como patologia intrínseca ao feminino.

Muitas têm sido as possibilidades de focalização das infinitas formas de sofrimento psíquico no texto literário de autoria feminina. No contrafluxo à falta, à dor, ao silenciamento, aos traumas e às assimetrias de poderes, cada vez mais se torna visível, na cena do debate público e da circulação das produções artístico-verbais, a agência do movimento em rede protagonizado por mulheres, em especial por mulheres negras, em suas pluralidades, que articulam variáveis de gênero, raça e classe, na esteira do proposto por Angela Davis e Sueli Carneiro.

Essas/es pensadoras/es são elencados apenas como um ponto de partida para a discussão desse encontro. O objetivo é ampliar, tanto quanto possível, a discussão sobre como a escrita literária de autoria feminina vem promovendo reflexões sobre o adoecimento psíquico e suas complexidades na contemporaneidade.

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