Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira
Universidade Brasileira alinhada à integração com os países membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP)

Unilab celebra a integração e a diversidade em Colação de Grau que formou 233 novos profissionais

Por Equipe de Comunicação Unilab
Data de publicação  31/07/2026, 11:00
Postagem Atualizada há 7 horas
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“Chegamos a uma universidade construída sobre uma ideia extraordinária: a integração entre povos. Aqui, aprendemos que fronteiras existem nos mapas, mas não nos sonhos. Que sotaques diferentes podem cantar a mesma esperança”, Adelino Sitoe.

A Colação de Grau é, mais do que um ato celebrativo, um autêntico rito de passagem, marcado pelo fim do ciclo de um importante estágio de formação humana – a graduação, seja em nível de bacharelado ou licenciatura, que encerra anos de esforços, desafios e aprendizagens acadêmicas –, para o começo de uma nova etapa com todos os desafios vindouros do mercado de trabalho numa sociedade contemporânea cada vez mais competitiva e complexa.

Na última terça-feira, dia 28 de julho de 2026, a Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab) realizou mais uma histórica cerimônia de Colação de Grau (semestre de 2026.1) para 233 estudantes dos cursos superiores dos Bacharelados em: Administração Pública, Agronomia, Antropologia, Enfermagem, Engenharia de Computação, Engenharia de Energias, Farmácia, Humanidades e Serviço Social, e das Licenciaturas em: Ciências Biológicas, Física, História, Letras – Língua Inglesa, Letras – Língua Portuguesa, Matemática, Pedagogia, Química e Sociologia.

Só que este rito de passagem na Unilab é absolutamente único. O que ocorre aqui não se vê em nenhuma outra universidade brasileira.

Nascida sob os princípios da cooperação solidária entre os povos, a Unilab recebeu como missão formar recursos humanos para integrar o Brasil e a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). E essa missão singular, com o propósito de unir os povos brasileiros e africanos, com uma grande promessa de reparação histórica, vem sendo cumprida a cada dia, a cada formatura.

Cada Colação de Grau é uma reafirmação desse projeto pedagógico único e dono de uma força que apenas a união na diversidade dos povos pode proporcionar.

Para saber disso, basta atentar para as vozes dos protagonistas em uma colação de grau: os discentes.

“Antes de qualquer palavra permitam-me comemorar da maneira que somente a Unilab poderia nos ensinar:

Aos brasileiros: E aí, pessoal, tudo certo?

Aos irmãos de Moçambique: Tá Maningue nice?

Aos irmãos de Angola: Tá bué fixe!

Aos colegas da Guiné-Bissau: Mantenhass!

Aos irmãos de Cabo Verde: Modi ki bu sta!

Aos irmãos de São Tomé e Príncipe: “Seja lovadu iné!

E aos nossos irmãos de Timor-Leste: “Diak ka Lae!”,

diz Bonifacio Mbuana, estudante do Instituto de Engenharias e Desenvolvimento Sustentável, em saudação a todos/as presentes na colação para, logo em seguida, arrematar:

“Se cada um de vocês sorriu ao ouvir uma expressão da sua terra, então a Unilab já provou o seu próprio princípio de atração: as diferenças não nos afastam; elas nos aproximam”.

Mais do que sorrisos, ecoam vozes dispostas e prontas para construir um mundo diferente porque, como nos ensina o estudante do Instituto de Linguagens e Literaturas, António Eugénio Domingos, “Aqui (na Unilab), nenhum sotaque é inferior. Cada curva de pronúncia é uma dobra de história que merece respeito. Esta noite celebramos vidas que o mapa tentou separar. Viemos de quilombos, interiores esquecidos, periferias do Brasil. Viemos de Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste. A Unilab é um encontro”.

Prenunciando o futuro, Domingos anuncia a esperança de um novo tempo, onde essas novas vozes possam ser ouvidas e fazer a diferença. Pois, diz Domingos, “Lá fora tem gente esperando a palavra que só nós podemos dar. Tem história mofando no silêncio. Tem boca que só se abrirá quando a nossa voz chegar primeiro. Somos os que leem o que o mundo finge não ver. Os que escrevem o que o poder gostaria de apagar. Não se formem para caber. Formem-se para transbordar”.

António Eugénio Domingos, estudante do Instituto de Linguagens e Literaturas.

Somos diferentes em nossas origens, culturas e sotaques, mas fomos unidos por um mesmo sonho. Talvez essa seja a maior riqueza desta universidade: mostrar que a diversidade não nos divide; ela nos fortalece”, Fidel Cambundo.

E se ainda há alguma dúvida da singularidade e grandeza desse projeto educacional, que se escute atento ao que diz Adelino Sitoe, estudante do Instituto de Desenvolvimento Rural: “Muitos de nós deixamos nossos países ou diferentes regiões do Brasil, carregando apenas um sonho e uma mala cheia de incertezas. E chegamos a uma universidade construída sobre uma ideia extraordinária: a integração entre povos. Aqui, aprendemos que fronteiras existem nos mapas, mas não nos sonhos. Que sotaques diferentes podem cantar a mesma esperança”.

As palavras seguintes de Fidel Cambundo, estudante do Instituto de Ciências Sociais Aplicadas, reafirmam a ideia de que na Unilab os diferentes sotaques são apenas partes de uma diversidade que se completa:

“Ao olhar para esta plateia, vejo uma verdadeira coleção de histórias humanas. Histórias de brasileiros e de estudantes vindos de Angola, Guiné-Bissau, Cabo Verde, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste e de tantos outros lugares que encontraram na Unilab um espaço de acolhimento, integração e aprendizado. Somos diferentes em nossas origens, culturas e sotaques, mas fomos unidos por um mesmo sonho. Talvez essa seja a maior riqueza desta universidade: mostrar que a diversidade não nos divide; ela nos fortalece”.

“Aqui (na Unilab), nenhum sotaque é inferior. Cada curva de pronúncia é uma dobra de história que merece respeito. Esta noite celebramos vidas que o mapa tentou separar”, António Domingos.

E, como em todo rito de passagem que se preza, há de haver coragem, superação e tenacidade, frente aos desafios que, à primeira vista, pareciam insuperáveis. Como nos contou a estudante do Instituto de Ciências da Saúde, Ellen Fernandes:

“Para muitos, essa caminhada começou longe de casa. Houve quem deixasse a família, os amigos e toda uma vida para trás em busca de um sonho. Houve quem aprendesse a lidar com a saudade, contando os dias para o fim de semana e, muitas vezes, percebendo que nem isso seria possível. Porque havia uma prova na segunda-feira. Porque o dinheiro da passagem não cabia no orçamento. Porque, às vezes, era preciso escolher ficar”, diz muito e acrescenta mais:

“Também houve os dias em que o despertador tocava antes das quatro da manhã para os internatos. O ônibus saía enquanto a cidade ainda dormia, e só voltávamos quando o dia já parecia ter acabado. Eram horas de estrada, de cansaço e de aprendizado. E, mesmo assim, no dia seguinte, recomeçávamos tudo outra vez. Se hoje estamos aqui, não foi porque o caminho foi fácil. Foi porque, mesmo cansados, seguimos. Mesmo com medo, seguimos. Mesmo com saudade, seguimos. E nunca seguimos sozinhos”.

Fernandes quer nos alertar que sozinho não se faz nada, não se chega a lugar nenhum. Por isso mesmo, nesse rito de passagem, não pode faltar agradecimentos. Longe disso, os agradecimentos sobram, transbordam. Agradecessem aos pais, as mães, aos irmãos e irmãs, ao amigos dentro e fora da universidade, aos técnicos, aos mestres e o mais importante: celebram a memória daqueles que se foram, mas continuam presentes de alguma forma.

“Antes de qualquer palavra, peço respeitosamente que façamos um momento de silêncio em memória do nosso colega Avido Chiaca, que sonhou este dia conosco, caminhou ao nosso lado, mas partiu antes de viver este momento tão especial”, pede Fidel Cambundo, e é logo atendido. O silêncio se faz presente no meio da pequena multidão.

Mas, o silêncio não se demora e as vozes logo estão de volta em forma de novas homenagens: “Hoje homenageamos, com o coração apertado, mas grato, os colegas que partiram antes de colher este dia. Seus nomes ecoam na brisa; suas ausências nos lembram da fragilidade da vida e da urgência de vivê-la com dignidade. Que a terra lhes seja leve, e que a memória os mantenha entre nós, como estrelas que guiam mesmo depois de se esconderem no horizonte”, diz Klisma Figueira, estudante do Instituto de Ciências Exatas e da Natureza.

Todo rito de passagem deixa sempre uma grande lição, a saber: “Que nunca nos acostumemos com a dor do outro. Que a ciência continue guiando nossas decisões, mas que a empatia jamais deixe de conduzir nossos passos. Como disse Carl Jung: ‘Conheça todas as teorias, domine todas as técnicas, mas ao tocar uma alma humana, seja apenas outra alma humana’. Porque, no fim, o nosso maior título não será o diploma que receberemos hoje. Será a diferença que faremos na vida das pessoas a partir de amanhã”, palavras de Ellen Fernandes.

Ellen Fernandes, estudante do Instituto de Ciências da Saúde.

“No fim, o nosso maior título não será o diploma que receberemos hoje. Será a diferença que faremos na vida das pessoas a partir de amanhã”, Ellen Fernandes.

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