Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira
Universidade Brasileira alinhada à integração com os países membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP)

I Seminário Internacional discute feminismos e Justiça Climática no Sul Global

Por Equipe de Comunicação Unilab
Data de publicação  13/10/2026, 12:12
Postagem Atualizada há 6 horas
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O I Seminário Internacional Afrolatino-Caribenho Lélia Gonzalez – “Feminismos para o Bem Viver: Mulheres, Escrevivências e Justiça Climática no Sul Global”, a ser realizado de 24 a 27 de novembro de 2026, formato on-line, nasce como um espaço de encontro, diálogo, formação, produção e circulação de conhecimentos entre mulheres, pesquisadoras, educadoras, estudantes, lideranças, movimentos sociais, povos e comunidades tradicionais e demais sujeitos comprometidos com a construção de sociedades mais justas, democráticas e plurais.

O Seminário é uma construção da parceria entre a Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab), por meio do Instituto de Humanidades (IH) e do Grupo de Pesquisa “Lélia Gonzalez, Presente!” e Coletivo Lélia Gonzalez e o Ministério das Mulheres – Mulheres, por intermédio da Secretaria Nacional de Articulação Institucional, Ações Temáticas e Participação Política – SENATP, no âmbito do PROFAM – Programa Nacional de Formação para Mulheres Lélia Gonzalez, Presente! “Empoderamento das Mulheres: Interseccionalidades, Escrevivências, Gênero e Justiça Climática”.

Em sua primeira edição, o Seminário propõe fortalecer diálogos entre diferentes experiências e territórios afro-latino-americanos e caribenhos, ampliando também as conexões com outros territórios do Sul Global. A proposta parte do reconhecimento de que as mulheres, especialmente as mulheres negras, indígenas, quilombolas, de terreiro, das comunidades tradicionais e dos movimentos populares, produzem conhecimentos, práticas de resistência, estratégias de cuidado e formas coletivas de organização fundamentais para enfrentar as desigualdades sociais, raciais, de gênero e territoriais, bem como os efeitos das mudanças climáticas.

Inspirado no legado intelectual, político e ancestral de Lélia Gonzalez, o evento compreende que pensar os feminismos no Sul Global exige reconhecer as intersecções entre gênero, raça, etnia, classe, território, geração, cultura e ancestralidade. Nessa perspectiva, as escrevivências, memórias, oralidades, experiências comunitárias e saberes construídos nos territórios são compreendidos como importantes formas de produção de conhecimento e de transformação da realidade.

Essa articulação expressa o compromisso de aproximar universidade, políticas públicas, movimentos sociais, comunidades e diferentes formas de produção de saberes, criando espaços de escuta, intercâmbio e construção coletiva. Mais do que apresentar pesquisas acadêmicas, o Seminário pretende possibilitar o encontro entre conhecimentos produzidos nas universidades e aqueles construídos nas experiências cotidianas das mulheres, nos movimentos, nos quilombos, nos terreiros, nas comunidades, nos territórios e nas diferentes formas de organização coletiva.

A programação será organizada por meio de mesas de diálogo, conferências, atividades formativas e Grupos de Trabalho (GTs), contemplando temáticas como saúde integral das mulheres negras; direitos reprodutivos; gênero, raça, etnia e direitos; quilombos e terreiros; corpos negros, saúde mental e políticas do cuidado; escrevivências, literatura e memória; educação, ciência e produção de conhecimento, entre outras questões que atravessam as experiências das mulheres no Sul Global.

Assim, o I Seminário Internacional Afrolatino-Caribenho Lélia Gonzalez pretende constituir-se como espaço de escuta, aquilombamento, formação, partilha de escrevivências, produção de conhecimentos e fortalecimento de redes, reconhecendo o protagonismo das mulheres na construção de alternativas diante das desigualdades e injustiças contemporâneas.

Ao reunir diferentes vozes, territórios, saberes e experiências, o Seminário reafirma a atualidade do pensamento de Lélia Gonzalez e convida todas e todos a pensar os feminismos para o Bem Viver como horizonte coletivo de cuidado, dignidade, justiça racial, justiça de gênero, justiça climática e transformação social.

Informe para submissão de trabalhos

O Seminário Internacional Afrolatino-Caribenho Lélia Gonzalez: Feminismos para o Bem Viver: Mulheres, Escrevivências e Justiça Climática no Sul Global, a ser realizado entre os dias 24 e 27 de novembro de 2026, em formato on-line, convida pesquisadoras(es), estudantes, educadoras(es), lideranças, integrantes de movimentos sociais, comunidades tradicionais, povos de terreiro, quilombolas e demais pessoas interessadas a submeterem trabalhos para apresentação nos Grupos de Trabalho (GTs) do evento.

O Seminário constitui-se como espaço internacional de diálogo, formação, intercâmbio de experiências e produção de conhecimentos, reunindo diferentes perspectivas sobre feminismos, mulheres negras, relações de gênero, raça e etnia, saúde, educação, ciência, escrevivências, memória, territorialidades, direitos, cuidado, Bem Viver e justiça climática no Sul Global.

Grupos de Trabalho – GTs

GT 1 – Saúde Integral das Mulheres Negras: direitos reprodutivos, gênero, raça e etnia

Ementa: O GT acolhe pesquisas, relatos de experiência, projetos de extensão e ações territoriais relacionados à saúde integral das mulheres negras. Contempla direitos sexuais e reprodutivos, maternidades, racismo obstétrico e institucional, acesso aos serviços de saúde, práticas de prevenção, promoção da saúde e políticas públicas. Serão consideradas as relações entre gênero, raça, etnia, classe, território e outras condições que atravessam as experiências de cuidado, adoecimento e proteção da vida das mulheres negras.

GT 2 – Saberes, Vivências e Produção de Conhecimento em Quilombos, Terreiros, Assentamentos de Reforma Agrária e Territórios Indígenas.

Ementa: O GT reúne pesquisas, relatos, práticas comunitárias e experiências produzidas em comunidades quilombolas, terreiros e territórios tradicionais, Assentamentos e povos Indígenas. Abrange ancestralidade, oralidade, espiritualidade, memória, educação comunitária, agroecologia, farmácias vivas, plantas medicinais, alimentação, cuidado coletivo e preservação ambiental. Busca reconhecer os saberes tradicionais como formas legítimas de produção de conhecimento, tecnologias sociais e estratégias de resistência e sustentação da vida.

GT 3 – Corpos, Saúde Mental e Políticas do Cuidado: o amor como prática de cuidado

Ementa: O GT acolhe pesquisas, relatos de experiência e ações territoriais sobre saúde mental, afetividades, autocuidado, cuidado comunitário e políticas de proteção à vida das mulheres. Contempla sobrecarga física e emocional, solidão, maternidades, trabalho do cuidado, violências, sofrimento psíquico, redes de apoio e estratégias coletivas de promoção da saúde. Considera os atravessamentos de gênero, raça, etnia, classe, geração, deficiência, sexualidade e território, compreendendo o amor como prática ética, política e comunitária de cuidado.

GT 4 – Escrevivências, Literatura, Memória e Produção Intelectual de Mulheres Negras

Ementa: O GT recebe estudos, produções literárias, relatos de experiência e expressões artísticas que abordam escrevivência, memória, oralidade, ancestralidade e autoria de mulheres negras. Contempla literatura, poesia, narrativas autobiográficas, produção acadêmica, arte, comunicação e outras formas de registro das experiências individuais e coletivas. Busca valorizar as mulheres negras como autoras, intelectuais e produtoras de conhecimentos capazes de questionar apagamentos históricos e transformar realidades.

GT 5 – Mulheres na Educação, na Ciência e na Política: saberes, trajetórias e transformações

Ementa:  GT acolhe pesquisas, relatos de experiência e práticas relacionadas à presença das mulheres na educação, na ciência, na política e nos espaços de produção de conhecimento. Abrange acesso e permanência educacional, formação docente, trajetórias acadêmicas, participação política, identidade, representatividade, liderança, gestão pública e atuação em movimentos sociais com base na Lei nº 10.639/2003 e Lei nº 11.645/2008. Também contempla os desafios enfrentados pelas mulheres e suas estratégias de resistência e transformação das instituições e dos espaços de poder.

GT 6 – Feminismos, Justiça Climática e Tecnologias: saberes, territórios e futuros possíveis

Ementa: O GT reúne pesquisas, relatos de experiência, projetos e ações que discutem as relações entre feminismos, justiça climática e tecnologias. Contempla tecnologias digitais e sociais, inteligência artificial, desigualdade e inclusão digital, impactos ambientais da inovação, consumo de água e energia, mineração, resíduos eletrônicos, racismo ambiental, agroecologia e tecnologias assistivas. Reconhece também os saberes ancestrais e comunitários como tecnologias de cuidado, resistência, preservação dos territórios e construção de futuros sustentáveis.

GT 7 – Direitos das mulheres e enfrentamento às violências: redes de proteção, justiça e resistência

Ementa: O GT acolhe trabalhos sobre direitos das mulheres e enfrentamento às diferentes formas de violência, incluindo as violências doméstica, familiar, sexual, obstétrica, política, institucional, racial, religiosa, patrimonial, digital e policial? Abrange prevenção, acolhimento, acesso à justiça, políticas públicas, redes de proteção e práticas educativas. Busca promover o diálogo entre universidade, serviços públicos, movimentos sociais e comunidades na construção de estratégias de proteção, autonomia e garantia de direitos.

GT 8 – Redes de Mulheres, Trabalho e Autonomia: experiências de transformação nos territórios

Ementa: O GT recebe pesquisas, relatos de experiência, projetos comunitários e ações territoriais relacionados à organização e à autonomia das mulheres. Contempla trabalho formal e informal, empreendedorismo, economia solidária, geração de renda, associativismo, trabalho do cuidado, redes de apoio, educação popular e participação comunitária. Constitui também um espaço para a apresentação das ações desenvolvidas pelas cursistas do PROFAM e de experiências conduzidas por mulheres em diferentes territórios.

Submissão dos Trabalhos

Todo o processo de submissão, avaliação, comunicação dos resultados e emissão dos pareceres dos trabalhos será realizado por meio da plataforma oficial do Seminário ou e-mail profam2026@unilab.edu.br

A submissão será realizada em duas etapas:

1ª etapa – Submissão do resumo simples

As pessoas interessadas deverão submeter um resumo, indicando obrigatoriamente o Grupo de Trabalho (GT) ao qual o trabalho está vinculado.

2ª etapa – Submissão do trabalho completo

Após a aprovação do resumo simples, e da apresentação do resumo, as(os) autoras(es) deverão encaminhar o trabalho completo, observando as normas e os prazos estabelecidos pela Comissão Organizadora.

As normas de formatação, número máximo de autoras(es), extensão dos trabalhos, modelo de arquivo e demais orientações serão disponibilizadas juntamente com a chamada oficial para submissão.

Artigos

Relatos de Experiências Educacionais

Relatos de Experiências Organizacionais

Cronograma Preliminar

 EtapaPeríodo
Publicação da chamada para submissão de trabalhos09/10/26
Abertura das submissões de resumo simples09/10 a 24/10
Encerramento das submissões de resumos simples25/10
Período de avaliação dos resumos26/10 a 31/10
Divulgação dos trabalhos aprovados04/11
Divulgação dos links dos GTs19 de novembro
Realização do Seminário24 a 27 de novembro de 2026
Prazo para envio dos trabalhos completos13 de dezembro

Os trabalhos aprovados serão apresentados durante a programação dos respectivos Grupos de Trabalho, em formato on-line.

O Seminário Internacional Afro-Latino-Caribenho Lélia Gonzalez busca constituir um espaço plural de encontro entre diferentes saberes, territórios e experiências, fortalecendo redes entre mulheres, pesquisadoras(es), movimentos sociais, comunidades e instituições do Sul Global, tendo como horizonte os feminismos, a justiça social e climática e a construção coletiva do Bem Viver.

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