Bacharelado em Agronomia – Modalidade PRONERA

LOGOTIPO


IDENTIFICAÇÃO DO CURSO

    1. Denominação do curso: Agronomia
    2. Grau conferido: Bacharelado
    3. Titulação profissional: Engenheiro(a) Agrônomo(a)
    4. Modalidade: Presencial
    5. Turno de oferta: Integral (Alternância)
    6. Número de vagas: 50 vagas.
    7. Periodicidade/Regime: Semestral (em formato de módulos)
    8. Carga horária do curso: 4.200 horas
    9. Duração: 05 (cinco anos) / 10 semestres/módulos;
    10. Endereço de funcionamento: Campus das Auroras, Rua José Franco de Oliveira, s/n. Redenção -CE.
    11. Forma de ingresso: SISURE e outras formas de seleção.
    12. Entrada: turma única

PERFIL PROFISSIONAL DO EGRESSO:

O curso de graduação em Agronomia na modalidade PRONERA, observará tanto o aspecto do progresso social quanto da competência científica e tecnológica dos educandos. Espera-se do profissional egresso, de acordo com as Diretrizes Curriculares Nacionais em Engenharia Agronômica (RESOLUÇÃO Nº 1, DE 2 DE FEVEREIRO DE 2006):

a) Sólida formação científica e profissional geral que possibilite absorver e desenvolver tecnologia;

b) Capacidade crítica e criativa na identificação e resolução de problemas, considerando seus aspectos políticos, econômicos, sociais, ambientais e culturais, com visão ética e humanística, em atendimento às demandas da sociedade;

c) Compreensão e tradução das necessidades de indivíduos, grupos sociais e comunidade, com relação aos problemas tecnológicos, socioeconômicos, gerenciais e organizativos, bem como utilização racional dos recursos disponíveis, além conservação do equilíbrio do ambiente;

d) Capacidade de adaptação, de modo flexível, crítico e criativo, às novas situações.

AMBIENTE DE ATUAÇÃO

O Agrônomo poderá atuar em diferentes setores, tais como: manejo de espécies animais e vegetais para a produção de alimentos, matérias-primas e diversos produtos de uso social; melhoramento genético vegetal e animal; produção de sementes e mudas; construções rurais; manejo de recursos hídricos, irrigação e drenagem; mecanização e implementos agrícolas; utilização de sistemas de informação geográfica para fins agrícolas; conservação da biodiversidade, paisagismo e jardinagem; recursos florestais não madeireiros; manejo, classificação e conservação do solo, de bacias hidrográficas e de recursos naturais renováveis; controle de poluição na agricultura; tecnologia de transformação e conservação de produtos de origem vegetal e animal; nutrição e alimentação animal; socioeconomia rural; planejamento e administração de unidades de produção agrícolas e relações de assessoria técnica aos agricultores, além de relacionar esses saberes técnicos com a educação do e para o campo.

PRESSUPOSTOS METODOLÓGICOS 

A proposta, gestada no Instituto de Desenvolvimento Rural (IDR), sugere a adaptação do regime de alternância para a realidade universitária trazendo desse modo – o Tempo Universidade (TU), o Tempo Comunidade/Extensão (TC/Ext) que também se caracterizar como atividade de extensão e o Tempo Práticas Agrícolas (TPA) cuja contribuição envolve a experimentação, o ensino e a pesquisa. Além de prever o que versa a Pedagogia da Alternância em sua essência, buscará introduzir de forma contínua, instrumentos de avaliação das aprendizagens. Estes instrumentos, gerados com o intuito de aprofundar e possibilitar a produção de novos conhecimentos e aprimoramento de saberes, irão ser integrados na relação do ensino-aprendizagem com a pesquisa e a extensão na prática, com base nas resoluções vigentes.

No Tempo Universidade serão apresentadas um conjunto de disciplinas que corresponderão aos objetivos a serem alcançados em cada módulo destacando as teorias relacionadas aos conhecimentos que deverão ser gerados pelos educandos (as) a partir da interação com os (as) educadores (as) em sala de aula. Para o desenvolvimento da ação serão utilizados instrumentos e ferramentas que contribuirão com o desenvolvimento dos conteúdos como a realização de seminários, rodas de diálogos, vídeos e outros e ainda, o uso de equipamentos de multimídias para facilitar o alcance dos conhecimentos e saberes. O estudo de textos teóricos e a relação destes com as realidades dos (as) educandos (as) será também uma das estratégias de aprendizagem.

O Tempo Práticas Agrícolas tem como alicerce a proposta do curso de Agronomia regular do Instituto de Desenvolvimento Rural, na Unilab. Assim traduz uma educação agronômica alicerçada na experiência e vivências, voltada a atender às diferentes realidades sociais, pensada para debater com os agricultores (as), especialmente, das unidades de produção familiar, desde o lugar em que vivem, sua participação, sua cultura, suas vocações, suas necessidades humanas e sociais. Busca algo para além da oferta de técnicas agrícolas e agropecuárias a serem levadas para a etapa Tempo Comunidade/Extensão. Podemos dizer que é a preparação básica para que o educando desenvolva a ação TC/Ext. de modo a entender seu papel social como futuro profissional da área de Agronomia.

O Tempo Comunidade/Ext., O TC/Ext. é a continuidade do processo de formação dos educandos (as). Refere-se a manter o enraizamento com a comunidade ou coletivo de origem, assim, como as evidências da sua participação no movimento que os levou ao curso. A ênfase aos movimentos é dada porque entendemos ser esses movimentos sociais a principal “figura” pedagógica do tempo comunidade/Extensão. Adentra nessa proposta como carga horária obrigatória de extensão e, que deverá ser cumprida para o alcance do diploma como futuro agrônomo (a). O TC/Ext. é um momento de ação comparativa e ativa, inserção, socialização e de pesquisa de campo, por meio das atividades orientadas de extensão. Assim, antes de serem inseridos no processo, cada educando (a), através da orientação em grupo é levado a realizar o planejamento de ações concretas a serem implementadas através da elaboração de projeto descritos, inclusive nas ementas do TU e do TPA.

ORGANIZAÇÃO CURRICULAR

A organização do curso procura a articulação dos conteúdos básicos, profissionais e específicos das ciências agrárias, através da integração entre teoria e prática, associada a diferentes metodologias de ensino e às realidades do público beneficiário em potencial. A estrutura curricular busca atender os seguintes princípios: flexibilidade, interdisciplinaridade, contextualização e permanente atualização do curso e currículo; desenvolvimento de responsabilidades, postura e perfil profissional; desenvolvimento do caráter empreendedor e do entendimento dos processos tecnológicos associados aos sistemas de produção agrícola, categorizados em conteúdos básicos, complementares e conteúdos gerais.

No grupo “conteúdo básico” são tratados os temas relevantes em relação à construção da capacidade dos profissionais formados em analisar os sistemas agrícolas, podendo ser estabelecidos pré-requisitos para os demais temas; a esses temas os educadores (as) e orientadores (as) concentram especial atenção trazendo a tecnicidade da proposta, enfatizando os conteúdos como a linha de direção do curso, ou seja, “o esqueleto” que irá direcionar os demais, conteúdos. 

Os conteúdos complementares estão relacionados a apresentação dos temas que auxiliaram a compreensão dos conteúdos básicos, construídos na relação educador (a) e educando (a) onde nessa relação, o discente apresenta temas geradores (as) de suas realidades e os docentes orientam o desenvolvimento das aprendizagens para gerar novos conteúdos relacionados. 

Os conteúdos gerais, trará na sua constituição a relação com a formação cultural e vocacional mais ampla dos educandos (as). Serão tratados como temas transversais trazendo para o debate a relação do global para o local. Representam, portanto, grande importância dada a sua transversalidade e multidisciplinaridade já que se trata de temáticas de interesse do curso, aliadas às representações sociais da universidade como um todo, sendo inclusive debatidas por outros cursos, projetos e /ou ações. São, portanto, ações de interesses diversos que poderão ser debatidas por diversas profissões, como por exemplo: a fome no Brasil discutidas pelas áreas de saúde, antropologia, pedagogia, agronomia e outros.

INTEGRAÇÃO ENSINO-PESQUISA-EXTENSÃO

O curso Bacharelado em Agronomia utilizando como metodologia de ação a pedagogia da alternância, está estruturado, tendo como ponto de partida a realidade de agricultores (as) familiares, estabelecendo de imediato um campo fértil de oportunidades e necessidades de pesquisa, mas atreladas à resolução de problemas, ou seja, mais diretamente à solução de problemas concretos dos (as) agricultores (as), já que o contato com eles será quotidiano e intenso, assim enaltece as ações de extensão. Essa relação dará a oportunidade aos educandos (as) e educadores (as) compreender que a tríade ensino-pesquisa-extensão são indissociáveis, embora, na prática cada uma exerça seu papel com singularidade. 

As pesquisas serão estruturadas na proposta em termos mais gerais, uma vez que os problemas agrícolas não se restringem às plantas (fitotecnia) ou aos animais (zootecnia), ou às pragas e patógenos (fitossanidade), e assim por diante. A resolução dos problemas dos agricultores(as) será, neste sentido, tratada de forma integrada. 

Além dos procedimentos que fazem parte da proposta pedagógica, os educandos (as) serão estimulados a criarem e/ou se inserirem em grupos de pesquisas cujo papel, além dos registros das ações de pesquisa, se comprometerá em disseminar saberes com a realização de eventos, relacionados a problemáticas de interesses do curso e da Unilab.

Muitas atividades ditas de pesquisas estão intrinsecamente relacionadas com o fazer da extensão entendida como as relações estabelecidas entre a universidade e as comunidades, onde utilizaremos o TC/Ext. A extensão é parte estrutural da proposta do curso e se dará através da mútua colaboração com os agricultores (as) familiares e as unidades produtivas, ou seja, os sistemas agrícolas. Para esse fim, o Tempo

Comunidade (TC/Ext.) exercerá o papel de evidenciar além dos conhecimentos e saberes adquiridos no decorrer da proposta, os indicadores de atividades de extensão realizados na interação dos saberes com a universidade através dos (as) educandos (as) e educadores (as) e com a sociedade através das comunidades oriundas das estruturas sociais agrícolas inseridas no processo.

ATIVIDADES COMPLEMENTARES

TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO/ESTÁGIO

O Estágio Supervisionado do Curso de Bacharelado em Agronomia, está de acordo com a Lei Federal nº 11.788, de 25/12/2008, que dispõe sobre o estágio dos estudantes, segue as normas estabelecidas na Resolução CONSEPE/UNILAB Nº 87, de 10 de junho de 2021. O estágio supervisionado será desenvolvido obedecendo a carga horária assegurada legalmente, ou seja, no mínimo 180 horas e, será compatível com as atividades acadêmicas discentes. Entende-se por Estágio Supervisionado a atividade acadêmica de inserção dos discentes da graduação em ambientes de trabalho relativos à sua área de formação, para o exercício de atividades profissionais fundamentadas em uma prática reflexiva e em consonância com a missão da UNILAB, que colaborem para o desenvolvimento técnico, científico, cultural e de relacionamento humano dos discentes.

De acordo com a Resolução 87/2021 os objetivos do estágio supervisionado são:

– Viabilizar experiências profissionais diversificadas na(s) área(s) de abrangência do curso, por meio de atividades planejadas, orientadas e avaliadas, compreendidas como meios de aprimoramento da formação acadêmica e profissional;

– Desenvolver a competência técnico-científica por meio de circunstâncias reais e cotidianas de trabalho;

– Possibilitar a formação de profissionais responsáveis e comprometidos com o desenvolvimento socialmente justo entre os países que compõem a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), por meio do conhecimento compartilhado e pela troca de experiências técnicas, científicas, artísticas, políticas, culturais e socioambientais;

– Contribuir para a consolidação de saberes resultantes da análise crítica do contexto luso-afro-brasileiro, estimulando o desenvolvimento da autonomia dos discentes, como agentes transformadores da realidade. 

O Art. 27º determina que a jornada de atividade do discente estagiário, definida entre as partes e expressa no Termo de Compromisso apresentado aos órgãos competentes, deverá  ser preferencialmente compatível com o horário do curso do discente na Unilab, podendo ser cumprida das seguintes maneiras:

I – Até 6 (seis) horas diárias e 30 (trinta) horas semanais; e

II – 40 (quarenta) horas semanais, excepcionalmente, para os cursos que alternam teoria e prática, nos momentos em que não estiverem programadas aulas presenciais (neste caso, se dará apenas quando o Estágio Curricular Supervisionado for incluído no Projeto Pedagógico do Curso, mediante o § 1º do art. 7º da Lei nº 11.788, de 2008). Para realizar estágio supervisionado, os educandos do curso de Bacharelado em Agronomia devem estar regulares com matrícula e ter frequência regular, além de cumprir no mínimo 180 horas no total, podendo o educando realizar o estágio supervisionado fora do período do calendário acadêmico, no chamado recesso acadêmico. Todos os estágios devem ser formalizados entre a coordenação colegiada do curso de bacharelado em Agronomia na modalidade PRONERA, na UNILAB e as entidades concedentes, cujo instrumento legal dessa relação se fará através da celebração de convênio entre as partes (Unilab e Concedente), além de ser necessário a assinatura de Termo de Estágio com o estudante, estabelecendo as atividades a serem executadas, horários da realização das atividade e a definição dos valores das bolsas, caso sejam remuneradas. Para locais de estágio, serão estabelecidas estratégias de articulação e envolvimento com as equipes de Assistência Técnica/ATER e/ou outros programas de governo em execução nos projetos de assentamento, devendo os estágios curriculares obrigatórios, preferencialmente, serem realizados nos projetos de assentamento. Os estágios são requisitos para a conclusão do curso de Bacharelado Agronomia, por isso, um plano de atividades dever ser descrito entre as três partes envolvidas, orientador de estágio, entidade concedente do estágio e o estagiário. As atividades de estágio serão acompanhadas pelo supervisor (a) de estágio (parte concedente) e pelo orientador (a) de estágio, professor (a) do quadro de docentes do curso e/ou de áreas afins da Unilab. O estágio supervisionado, obrigatório por lei, deverá ser finalizado com a entrega de um relatório, aprovado pelo (a) orientador (a) e ainda com a anuência do (a) supervisor de estágio, conforme modelo orientado pela coordenação de estágio e, em observância as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas. Somente depois da entrega do respectivo relatório para a coordenação de estágio, o educador (a) orientador (a), será orientado a postar a nota do educando no Sistema voltado para tal fim. O estágio não obrigatório, previsto na Resolução 87/2021, poderá ser realizado, a critério do estudante, como atividade opcional, com o intuito de complementar a formação, sem, no entanto, onerar a carga horária obrigatória a ser cumprida no curso pelo discente. 

O Art. 28º estabelece que o período de duração do Estágio Curricular Supervisionado não obrigatório será de até 1 (um) ano, podendo ser prorrogado, conforme regulamentação de cada curso, desde que não exceda 2 (dois) anos de duração.

A coordenação de curso, juntamente com o docente responsável pelo respectivo módulo, com o apoio da coordenação geral do curso, farão toda articulação legal para inserir os educandos (as) nos setores para realização do estágio.

O ESO será registrado na plataforma SIGAA em formato de disciplina onde o docente responsável fará a consolidação das notas considerando:

a) Nota do supervisor (a) de estágio realizada por pessoa que acompanha o educando na empresa/empreendimento;

b) Nota do Relatório Final apresentada pelo orientador de estágio – docente do corpo da Unilab;

c) As notas deverão ser somadas e, posteriormente, divididas por dois para consolidar a média de aprovação e/ou reprovação;

d) Para aprovação o (a) educando (a) deverá atingir a nota mínima na média de 7,0 (sete);

e) Caso o (a) educando (a) não atinja a média, deverá repetir a disciplina ESO, ainda no período do módulo relacionado.

PORTARIAS E RESOLUÇÕES

Resolução de aprovação do PPC 

Portaria de reconhecimento do curso

Portaria de Criação do Curso

Portaria do Núcleo Docente Estruturante – NDE

Portaria do Colegiado de Curso

COORDENAÇÃO DO CURSO/ENDEREÇO/CONTATO

Rua José de Oliveira, S/N CEP: 62.790-000 Redenção-Ce – Campus das Auroras 

Contato: agronomia.pronera@unilab.edu.br 

Instagram: @agronomia.proneraidrunilab

EDITAIS

Todos os nossos editais são publicados na página da unilab através do link: https://unilab.edu.br/editais-pro-reitoria-de-graduacao/ 

DOCUMENTOS ANEXOS

PPC do Curso Bacharelado em Agronomia na modalidade PRONERA

Matriz Curricular

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