PERFIL DO EGRESSO
Em nosso Projeto Pedagógico de Licenciatura Intercultural Indígena, vinculada ao Instituto de Humanidades da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro- Brasileira/UNILAB, na modalidade Parfor Equidade, o perfil profissional é inspirado pelos princípios curriculares previstos pela Legislação Educacional Escolar Indígena Diferenciada, Específica, Intercultural e Bilíngue. Então, quer dizer que os profissionais terão como perfil profissional de atuação para o mundo do trabalho às diversas funções demandadas para atuar no contexto da Educação Escolar Indígena, “com vistas ao exercício integrado da docência, da gestão e da pesquisa assumida como princípio pedagógico”, conforme prescrito pelo inciso I, do artigo 3o, da Resolução CNE/CP no 1, de 7 de janeiro de 2015.
De forma complementar, evocamos ainda o Art. 7o da Resolução CNE/CP no 1, de 07 de janeiro de 2015, que institui “Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação de Professores Indígenas em cursos de Educação Superior e Ensino Médio e dá outras providências”, que em sua Seção I, ao tratar do perfil do professor indígena, evocamos ainda o Art. 7o da Resolução CNE/CP no 1, de 07 de janeiro de 2015, que institui “Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação de Professores Indígenas em cursos de Educação Superior e Ensino Médio e dá outras providências”.
Em atenção aos perfis profissionais e políticos requeridos pelos povos indígenas, os cursos destinados à formação inicial e continuada de professores indígenas devem prepará-los para:
I – atuação e participação em diferentes dimensões da vida de suas comunidades, de acordo com as especificidades de cada povo indígena;
II – conhecimento e utilização da respectiva língua indígena nos processos de ensino e aprendizagem;
III – realização de pesquisas com vistas à revitalização das práticas linguísticas e culturais de suas comunidades, de acordo com a situação sociolinguística e sociocultural de cada comunidade e povo indígena;
IV – articulação da proposta pedagógica da escola indígena com a formação de professores indígenas, em relação à proposta política mais ampla de sua comunidade e de seu território;
V – articulação das linguagens orais, escritas, midiáticas, artísticas e corporais das comunidades e povos indígenas no âmbito da escola indígena;
VI – apreensão dos conteúdos das diferentes áreas do conhecimento escolarizado e sua utilização de modo interdisciplinar, transversal e contextualizado no que se refere à realidade sociocultural, econômica, política e ambiental das comunidades e povos indígenas;
VII – construção de materiais didáticos e pedagógicos multilíngues, bilíngues e monolíngues, em diferentes formatos e modalidades;
Por fim, considerando os princípios da educação escolar indígena e sua diferenciação, nossa formação acadêmica visa uma ligação intrínseca com as práticas da cultura e do movimento indígena para atuar como professores da Educação Básica (Ensino Fundamental II e Ensino Médio), na área de Ciências Humanas e Sociais aplicadas (Filosofia, Geografia, História e Sociologia), no contexto da educação escolar indígena brasileira/cearense, e ainda, das demais funções demandadas pela comunidade indígena