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Professor franco congolês realiza palestras na Unilab sobre linguística

Por Equipe de Comunicação Unilab
Data de publicação  14/11/2013, 11:17
Postagem Atualizada há 12 anos
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Professor franco-congolês, Jacky Maniack.
Professor franco-congolês, Jacky Maniack.

Nesta quarta-feira (13), o professor franco congolês, Jacky Maniacky, ministrou uma palestra com o tema “A Linguística e a Comparação dos Povos Bantos”, no Anfiteatro do Campus da Liberdade, para alunos, professores e interessados. Na oportunidade, ele pontuou a importância de aproximar da história de um povo através da língua.

Encontro com os alunos e professores ocorreu no dia 13, no Anfiteatro.
Encontro com os alunos e professores ocorreu no dia 13, no Anfiteatro.

A conferência abordou que através do estudo da língua é possível entender um povo, assim como suas diversidades. O professor destacou, por exemplo, detalhes da fala da língua banto, a qual o som remete a uma compreensão específica daquele povo.

Larissa Gabarra, professora do Instituto de Humanidades e Letras.
Larissa Gabarra, professora do Instituto de Humanidades e Letras.

A professora do Instituto de Humanidades e Letras (IHL), Larissa Gabarra, afirmou que: “é interessante ter o professor Jacky Maniacky aqui, uma vez que sua experiência, assim como suas pesquisas tem uma intersecção com alguns estudos de docentes da Unilab. Ele trabalha com interdisciplinaridade, e aqui buscamos isso veementemente”.

Bruno Okoudowa ao lado do convidado Jacky Maniack
Bruno Okoudowa ao lado do convidado Jacky Maniacky

Bruno Okoudowa, professor e linguista da Unilab, explicou que: “dos PALOP’s, os únicos países que tem línguas bantas até hoje são Angola e Moçambique. Quanto ao resto, São Tomé e Príncipe fala um crioulo de base portuguesa com algumas palavras de origem bantas; Cabo-verde fala um crioulo de base portuguesa com algumas palavras de línguas da Guiné; Guiné-Bissau fala um crioulo de base portuguesa com palavras de línguas guineenses”.

Roda de conversa com professores.
Roda de conversa com professores.

Na manhã do dia 14, o convidado participou de uma roda de conversa com os professores do IHL com o objetivo de trocar experiências sobre o trabalho que ele desenvolve há 10 anos como pesquisador do Museu Real da África Central, localizado na cidade Tervuren, na Bélgica. Ele é chefe da seção de Etnomusicologia e Linguística. “O museu possui documentos muito ricos sobre a África, e isso é para ser compartilhado. Atualmente, nós estamos voltados principalmente para a África Central, mas não conhecemos o lado brasileiro. Aqui, pode ser um momento de ampliar para o Brasil”, comentou.

A visita do professor Jacky Maniacky foi uma realização do Instituto de Humanidades e Letras com a colaboração dos professores Larissa Gabarra, Bruno Okoudowa e Carla Susana Além Abrantes.

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