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Projeto de Extensão Café com Letras realiza palestra “Banco de dados de língua falada: o que é e para que serve”, na quarta-feira (23)

Data de publicação  18/07/2014, 15:15
Postagem Atualizada há 7 anos
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O Projeto de Extensão Café com Letras realiza palestra com o tema “Banco de dados de língua falada: o que é e para que serve”. A palestra acontece na quarta-feira (23), às 16:30h, no auditório do Campus da Liberdade e será ministrada pelo prof. Sebastião Carlos Leite Gonçalves (UNESP – Universidade Estadual Paulista).

O projeto em sua terceira edição (2014-2015) passa a ser coordenado pela profª. Cláudia Ramos Carioca, e agora acontece às quartas-feiras. A proposta é congregar professores e estudantes em palestras sobre diversos temas que derivam ou que estejam diretamente relacionados com as áreas de linguística e literatura.

Resumo da palestra 

O objetivo é tratar da constituição de banco de dados de língua falada, apresentando conceitos, finalidades e exemplificações. Assim, num primeiro momento, discutimos a conceituação e a finalidade de banco de dados de língua falada, para, num segundo momento, apresentar exemplos de banco de dados constituído para o estudo de variedades do português brasileiro, como o Projeto VARSUL (Variedades Linguística da Região Sul), de Universidades da Região Sul do Brasil, o Projeto VALPB (Variação Linguística no Estado da Paraíba), sediado na UFPB, o Projeto D&G (Discurso & Gramática), sediado na UFF e na UFRN, o projeto PROFALA (Variação e Processamento da Fala e do Discurso), sediado na UFC, o PEUL (Programa de Estudos Sobre Usos da Língua), sediado na UFRJ, dentre outros.

Um detalhamento nesse segundo momento envolve o histórico e a metodologia da constituição de um banco de dados específico: o banco de dados Iboruna, do Projeto ALIP (Amostra Linguística do Interior Paulista), que, sediado na UNESP de São José do Rio Preto, reúne amostras da variedade do português brasileiro falado na região noroeste do estado de São Paulo, delimitada pela cidade de São José do Rio Preto e seis cidades circunvizinhas. Será mostrado, ao final, a importância da documentação linguística reunida nesse banco de dados e a contribuição que ele representa em termos de trabalhos já produzidos sobre a descrição do português brasileiro.

Sobre o palestrante

sebastião

Graduou-se em Licenciatura em Letras (Português/Inglês), pela UFMS (1994), e em Licenciatura em Matemática, pelas Faculdades Integradas Rui Barbosa (1989). Pela Universidade Estadual de Campinas, obteve o título de mestre em Linguística, Área de Psicolinguística – Aquisição da Linguagem (1997), e o título de doutor em Linguística, Área de Sociolinguística – Variação e Mudança Linguística (2003). É Professor Assistente Doutor do Departamento de Estudos Linguísticos e Literários da UNESP, Campus de São José do Rio Preto, ao qual se encontra vinculado desde 1997. Atua no ensino de graduação e de pós-graduação, foi coordenador do Curso de Licenciatura em Letras por dois mandatos (2003-2005 e 2011-2013), Chefe do Departamento de Estudos Linguísticos e Literários (2007-2008). É coordenador do Projeto ALIP (Amostra Linguística do Interior Paulista), financiado pela FAPESP (2003-2007), foi Presidente da Associação Grupo de Estudos Linguísticos do Estado de São Paulo (GEL-Gestão 2007-2009) e é, atualmente, vice-coordenador do GT Descrição do Português da Anpoll (Gestão 2012-204). Tem experiência na área de Linguística, com ênfase em Variação e Mudança Linguística, atuando, principalmente, nos seguintes temas: gramaticalização, diacronia, variação linguística, censo linguístico e funcionalismo.

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