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Estudantes de Agronomia realizam trabalho com práticas de agricultura familiar em assentamento

Data de publicação  13/10/2014, 17:21
Postagem Atualizada há 7 anos
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Imagem ilustrativa. Fonte: Web

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Público no evento

Público no evento

Na sexta-feira (10), professores, estudantes e a reitora da Unilab estiveram presentes no Assentamento Antônio Conselheiro, localizado no município de Ocara/CE. A proposta do encontro foi acompanhar e estabelecer um diagnóstico dos trabalhos realizados pelos alunos do curso de Agronomia da universidade.

Imagem ilustrativa. Fonte: Web

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Nos últimos dois anos do curso, fazendo parte da disciplina Práticas Agrícolas, os estudantes realizam trabalhos em assentamentos e comunidades da região. Atualmente, eles frequentam os Assentamentos Antônio Conselheiro e Sete de Setembro, além da Comunidade Seis Canaúbas. Os trabalhos são realizados uma vez por semana, durante todo o dia, com o intuito de auxiliar os moradores das localidades no campo da agricultura.

Reitora, profª. Nilma L. Gomes

Reitora, profª. Nilma L. Gomes

Para a reitora, profª. Nilma Lino Gomes, “a presença da Unilab, por meio dos docentes e discentes, no assentamento, faz parte de um projeto acadêmico e político mais amplo. Esse encontro, além de reunir trabalhadores e militantes dos movimentos sociais do campo dos vários assentamentos e comunidades rurais da região, congregou também os estudantes do curso. Sabemos que uma das missões da Unilab é contribuir para o desenvolvimento local e regional. A presença dos nossos estudantes nos assentamentos, como parte do seu percurso formativo, e o diálogo com os movimentos sociais do campo, podem ser considerados como realizações acadêmico-políticas da nossa missão. Fico contente de ter participado desse momento”.

 Ivanildo Paes (Diretor estadual do MST); Livani Farias (Coord. de Ensino de Educação de Ocara/CE); Dimas Moreira (Assessor da Prefeitura Municipal de Ocara/CE); Reitora Nilma L. Gomes; Rodrigo Azevedo (Diretor do IDR); e Ribamar Furtado (Prof. do Curso de Agronomia).

Ivanildo Paes (Diretor estadual do MST); Livani Farias (Coord. de Ensino de Educação de Ocara/CE); Dimas Moreira (Assessor da Prefeitura Municipal de Ocara/CE); Reitora Nilma L. Gomes; Rodrigo Azevedo (Diretor do IDR); e Ribamar Furtado (Prof. do Curso de Agronomia).

O evento visou estabelecer uma agenda de demandas para a realidade da comunidade, a partir de uma proposta de pauta para a elaboração de futuros projetos, em parceria com a Unilab. O encontro foi aberto com apresentações que representam a “vida do homem no campo”, como, por exemplo, encenações, jogral, hino e palavras de ordem. Em seguida, a mesa foi composta pela reitora da universidade, profª. Nilma Lino Gomes, pelo diretor do Instituto de Desenvolvimento Rural (IDR), prof. Rodrigo Azevedo, pelo prof. do curso de Agronomia, Ribamar Furtado, pela coordenadora de Ensino de Educação de Ocara/CE, Livani Farias, pelo assessor da Prefeitura Municipal do município, Dimas Moreira, e pelo diretor estadual do Movimento Sem Terra (MST), Ivanildo Paes. Além da composição da mesa, esteve presente também o coordenador do curso de Agronomia, prof. Ciro Pinto, e representantes das comunidades tiveram oportunidade de se expressar.

Jogral realizado pelos moradores

Jogral realizado pelos moradores

2De acordo com o prof. Ribamar, “esse é um projeto inédito no país e a Unilab é a única universidade que tem um curso de Agronomia voltado para agricultura familiar. É uma iniciativa pioneira no Brasil”. Segundo o estudante Ednangelo Pereira, “essa experiência tem sido extremamente positiva tanto para aprimorar as técnicas de produção dos assentados como para o nosso próprio aprendizado. Aqui, temos a oportunidade de fazer a relação direta entre a teoria e a prática. E nessa prática buscamos encontrar alternativas para vencer os desafios diários da vida do agricultor do semiárido. Nosso objetivo é que, ao término dessa assistência técnica, nós possamos construir junto com eles um Plano de Desenvolvimento do Assentamento”.

O casal Maria Alves e Francisco Alves, do Assentamento Sete de Setembro, mostrou-se otimista em relação a parceria com a Unilab. “Embora seja ainda um pouco cedo, nós temos a expectativa que, com o apoio da Unilab, a gente consiga melhorar a produtividade e aumentar nossa renda”, afirmou Francisco, com o aval da sua esposa Maria Alves, que acrescentou: “Tem sido uma boa parceria. A gente escuta os estudantes e eles escutam a gente, porque eles têm muito pra ensinar e também muito pra aprender (sic). E assim a gente vai melhorando cada vez mais nossa produção”.

agricultores

O curso de Agronomia da Unilab visa formar agrônomos para atender a agricultura familiar. “Aqui temos a oportunidade de praticar e entender toda a complexidade que envolve esse tipo de produção. Na agricultura de grande porte, prevalece uma única atividade, seja a produção de soja, café, milho. Na agricultura familiar, não. Há a plantação de várias culturas e a criação de animais, o que torna a atividade mais complexa. Nós nunca chegamos no assentamento com uma proposta pronta. Observamos a realidade e, aos poucos, vamos nos familiarizando com as pessoas da comunidade, criando uma relação de confiança, gerando vínculos. Dessa forma, nós podemos superar as dificuldades e encontrar soluções que sejam viáveis do ponto de vista econômico e cultural para a agricultura familiar”, disse Wilson de Sousa, estudante do curso de Agronomia.

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Já para a estudante Joana Darc Feitosa, “essa vivência que faz parte do Projeto Político do Curso (PCC) é um ganho para nosso aprendizado. Esse contato com os agricultores nos possibilita desenvolver nossos conhecimentos. Além disso, os agricultores declaram que precisam de uma assistência técnica com aspecto mais científico”, disse ela. Baseado nesse auxílio, a agricultora Auricélia Lima, da comunidade Seis Canaúbas, afirmou: “depois que os estudantes chegaram a produção melhorou e foi perceptível a valorização dos trabalhadores da comunidade. Essa relação é também uma troca de experiências, pois os agricultores passam conhecimentos do dia a dia e recebem informações científicas”, acrescentou ela.

Ainda visando a troca de experiência entre os estudantes e as comunidades, segundo Maria José Ferreira, do Assentamento Antônio Conselheiro, “atualmente, a agricultura tem sido praticada por pessoas mais velhas e essa parceria tem trazido inovação e estímulo aos jovens do assentamento a participarem e trabalharem com o plantio agrícola”.

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