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Grupo “Rap da Unilab” faz primeira apresentação no Campus da Liberdade

Data de publicação  16/10/2014, 15:21
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Grupo de Hip Hop

Grupo de Rap da Unilab se apresenta no Campus da Liberdade no próximo dia 18

Neste sábado (18), às 18h30, o Grupo “Rap da Unilab” fará sua primeira apresentação no Pátio Administrativo do Campus da Liberdade, em Redenção, no Ceará. Projeto de Extensão da universidade sob a coordenação da professora Ana Lúcia Silva Souza, pró-reitora de Extensão, Arte e Cultura, o grupo é formado por 17 estudantes de Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste, com músicas autorais, sejam individuais ou coletivas.

O grupo surgiu em janeiro deste ano, durante a Ação Movimenta, evento que a Unilab reúne artistas da universidade e entorno. “Alguns deles já vieram ao Brasil com experiência, eram cantores de hip hop em seu país. A partir do Movimenta começaram a se agregar, tanto que ainda hoje o grupo está em processo, recebendo novos membros. São ensaios e reuniões semanais e encontros com a coordenadora, pois, por se tratar de um Projeto de Extensão, visa a formação dos estudantes e o debate de questões de identidade e linguagem”, explica a articuladora de Arte e Cultura da Proex, Vanéssia Gomes.

Integrante do grupo, Feliciano Djú

Integrante do grupo, Feliciano Djú

O estudante guineense do curso de Ciências da Natureza e Matemática, Feliciano Correia Djú, chegou à Unilab em maio deste ano e foi convidado a participar do projeto. Ele já era conhecido por sua atuação no hip hop, tendo conquistado em 2011 o título de melhor cantor do ritmo musical em seu país.

Engajado, Feliciano destaca sua luta em prol dos direitos das crianças e como isto se relacionou ao hip hop. “O hip hop é muito importante na minha vida, é a maneira de divulgar as minhas mensagens e entrei nisso para defender os direitos das crianças. Sou conhecido no meu país como o cantor que canta pelas crianças”, conta.

Carla Pereira.

Carla Pereira.

Também da Guiné-Bissau, Carla Pereira tem 11 músicas em idiomas diferentes, como francês, português, inglês, criolo, manzaca e ólofh. A estudante perdeu os pais ainda criança e considera o hip hop uma maneira de mitigar a dor da ausência. “As minhas músicas sempre conseguem curar as feridas que nem os médicos do mundo conseguem curar. Não escrevo as músicas só pra mim, mas pela vida e pela natureza”, destaca. As composições falam sobre a África, o mundo atual e a violência contra as mulheres.

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