Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira
Universidade Brasileira alinhada à integração com os países membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP)

Unilab recebe estudantes moçambicanos, primeiros com bolsas de país de origem

Data de publicação  17/03/2022, 16:20
Postagem Atualizada há 8 meses
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Novos estudantes moçambicanos passam a integrar a Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira nesta quinta-feira (17). A novidade é que os discentes são os primeiros ingressantes com bolsas concedidas a partir de acordo de cooperação entre a universidade e seu país de origem. São 44 estudantes de graduação e dois de pós-graduação com bolsas concedidas pelo Instituto de Bolsas de Estudo (IBE) de Moçambique.

Por ano serão 150 bolsas para graduação e 22 bolsas para pós-graduação – mestrado e doutorado. O reitor da Unilab, Roque Albuquerque, celebra a materialização do acordo, cujas tratativas tiveram início em 2020, com o restabelecimento de contato com todas as embaixadas dos países parceiros da Unilab no Brasil. “Pedimos, via ofício, que fosse considerada a possibilidade de ser concedida uma contrapartida dos Estados na formação de recursos humanos qualificados para a retomada de crescimento dos países. Mandamos solicitação de apoio em nome de todos os alunos e o primeiro país que respondeu foi Moçambique, oferecendo 150 bolsas”, conta.

A conquista se tornou possível graças à apresentação constante de relatórios demonstrando número de discentes atuais e já formados pela Unilab, onde os egressos estão hoje, resultados. “Tudo isso foi mapeado e conseguimos fazer uma apresentação clara que redundou na primeira de muitas contrapartidas que creio que vamos conseguir, trazendo mais alunos”, destaca Albuquerque.

Moçambicano e professor da Unilab, Carlos Subuhana esteve diretamente ligado à construção do acordo, em contato com o IBE/Moçambique. Ainda em 2013, durante encontro na universidade com o professor catedrático Armindo Ngunga, atual presidente da Agência do Desenvolvimento Integrado do Norte de Moçambique (ADIN), haviam falado sobre a necessidade de um acordo nesses moldes.

“Em 2020, Armindo me falou que era hora de nós materializarmos o projeto, trazendo [para a Unilab] filhos de camponeses, funcionários públicos, alunos de todos os segmentos sociais possíveis. Então comecei a trabalhar no projeto com a diretora do IBE, Carla Camboa, até que me autorizaram a apresentar a proposta à Unilab, com o que as duas instituições passaram a se reunir para afinar os termos do acordo de cooperação técnica”, detalha Subuhana.

Depois da assinatura do acordo, veio a elaboração do plano de atividades. Um ponto relevante é a previsão de que o IBE contribua na divulgação do edital de seleção de estudantes estrangeiros para a Unilab em todas as províncias e distritos de Moçambique. “A proposta é fazer com que a universidade seja conhecida ao máximo e que o edital seja divulgado não só nas capitais, mas também em áreas rurais, de modo a atrair os filhos de camponeses, para que lhes interesse participar da seleção”, comenta, feliz, citando Eduardo Chivambo Mondlane, um dos fundadores e primeiro presidente da Frente de Libertação de Moçambique, para quem o futuro do povo dependia da qualidade da educação ofertada.

Pró-reitora de Relações Institucionais e Internacionais, a guineense Artemisa Monteiro comemora este novo momento para a Unilab. “Abrirá porta para que outros países parceiros possam dar condições de estudos aos seus cidadãos e que a Unilab possa potencializar sua internacionalização com mais vagas para os estudantes internacionais. É de muita alegria nessa gestão a gente concretizar um sonho de tantos anos, de assinar um acordo com país parceiro provedor de bolsas pros seus cidadãos”, celebra.

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