Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira
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Farmacêuticos egressos da Unilab conquistam primeiros lugares em seleções de mestrado na UFRJ e UFC

Data de publicação  12/03/2026, 15:09
Postagem Atualizada há 2 dias
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Três estudantes egressos do curso de Farmácia da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab) conquistaram os primeiros lugares em seleções para mestrados: Caio Victor Soares foi aprovado em primeiro lugar no Programa de Pós-Graduação em Farmacologia e Química Medicinal da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e João Pedro Gomes e Miguelsinho Martins Filho em primeiro e segundo lugares, respectivamente, no Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas da Universidade Federal do Ceará (UFC).

Trajetórias distintas até o momento em que se cruzam com a Unilab: João Pedro conta que sequer gostava de estudar Química até o início da vida acadêmica, enquanto Miguelsinho já tinha formação na área da saúde, como técnico em Enfermagem. Junto com Caio Victor, os três vivenciaram intensamente a iniciação científica no Grupo de Pesquisa em Tecnologia Farmacêutica (Tecfar) e no Laboratório de Química Orgânica Aplicada a Fármacos (Laqofar) da universidade.

Mapa da mina

Caio Victor apresenta seu passo a passo de como vivenciar tudo que a universidade oferece. “Eu sempre tentei ter novas experiências acadêmicas. Sempre tive muito foco nas disciplinas, mas, além disso, eu percebi que precisava ter novas experiências acadêmicas, então me propus a participar de projeto de extensão, fui bolsista de extensão, bolsista de monitoria, de iniciação científica, participei da organização de eventos científicos e de atividades fora da Unilab: cursos de verão, cursos em outros estados, congressos científicos nacionais… eu acho que tudo isso foi muito importante para eu perceber como me identifico com o meio acadêmico e como quis continuar pertencente a esse espaço”, comenta.

Para o farmacêutico, um dos pontos altos foi a experiência no já citado Laqofar, onde contribuiu por um ano e meio sob a orientação do professor Jamerson de Oliveira. “O professor Jamerson me indicou realizar um curso de verão na UFRJ, que é a Escola de Verão de Química Medicinal, e ali eu tive a oportunidade de fazer um networking muito interessante, conheci várias pessoas maravilhosas, que fizeram a minha indicação para a orientadora na UFRJ”, disse.

Ponto de virada

O egresso João Pedro teve uma trajetória não linear na aquisição de conhecimentos: do adolescente que não gostava de Química a alguém que trabalha com Química Medicinal.

“Tive uma perda pessoal muito grande, e a Unilab acabou sendo um achado de muita sorte. Quando entrei no curso de Farmácia (mesmo odiando química), os anos do ensino médio pesaram um pouco, principalmente quando tive contato com a disciplina de Patologia. Outra disciplina que me marcou muito foi Química Orgânica. Lembro de ter passado cerca de 12 horas estudando um único conteúdo, pois minha deficiência na área era grande”, conta.

Em sua caminhada acadêmica, João destaca o apoio da namorada, Fernanda Batista – que também cursava Farmácia na universidade –, da família, e dos professores da Unilab. “Consegui me formar e hoje estou cursando uma pós-graduação. Acredito que o grande diferencial da Unilab seja o corpo docente extremamente competente. A prova viva disso é o fato de eu ter aprendido a gostar de química e hoje trabalhar com essa área. Os professores sempre buscavam ajudar os alunos, equilibrando o conteúdo, mas mantendo a excelência”, destacou.

Química, um amor antigo

Miguelsinho Martins Filho já era um ‘apaixonado” por Química, o que influenciou sua escolha profissional. “Desde o ensino médio, sempre tive interesse pelas ciências exatas, especialmente pela química. Concluí essa etapa como técnico em enfermagem, experiência que me aproximou da área da Saúde, e que inicialmente me fez pensar em cursar Enfermagem, entretanto, optei por Farmácia por manter uma relação mais direta com a química”, revela.

Assim como Caio Victor,Miguelsinho comenta que buscou se aproximar das áreas com as quais tinha mais afinidade, integrando o Laqofar e o Grupo de Tecnologia Farmacêutica (TecFar). “A partir do meu ingresso na iniciação científica, passei a me interessar cada vez mais pela pesquisa e percebi que gostaria de seguir nesse caminho. Desde o quinto semestre, comecei a me preparar para tentar o mestrado”, sublinha.

Base sólida

Os três pós-graduandos destacam a formação consistente conquistada na Unilab. “É muito bonito ver como os nossos professores têm essa preocupação com a nossa formação e como isso vai ser um diferencial quando passamos por um teste como a seleção de uma pós; é um compromisso de formar bons farmacêuticos, e eu espero me tornar um bom profissional para honrar a formação que eu tive”, sublinha Caio Victor.

O pesquisador deixa ainda um recado para os próximos estudantes: “A Unilab vai se desenvolver muito ainda e espero que os novos alunos possam agarrar essa oportunidade, porque a Unilab vai se tornar ainda melhor, o que vai trazer ainda mais oportunidades”, conclui.

João Pedro acrescenta a expertise da universidade em Química Medicinal. “Dentro da Química Medicinal, a Unilab tem potencial para se destacar em nível regional e nacional”, enfatiza.

Pesquisas em Química Medicinal

Na Unilab, Caio Victor já trabalhava na área de Química Medicinal, propondo o desenvolvimento de novos compostos para avaliar a atividade antibacteriana, realizando síntese. Na pós-graduação, continuará trabalhando com síntese, mas agora com híbridos moleculares em busca de desenvolver novos compostos para doença pulmonar obstrutiva crônica.

João Pedro também trabalha com Química Medicinal. “Atualmente, minha pesquisa envolve a síntese e a avaliação da atividade biológica de moléculas inovadoras, algo que já realizava na Unilab, que, aliás, acredito que dentro da química medicinal tem potencial para se destacar em nível regional e nacional”, declara. No mesmo sentido, Miguelsinho desenvolve pesquisa entre as áreas da Química Medicinal e Engenharia de Cristais. “O estudo tem como objetivo a obtenção, por meio de síntese orgânica, de moléculas inovadoras com potencial antifúngico. Além disso, também busca o aprimoramento das características (físicas, físico-químicas, biofarmacêuticas) dessas moléculas através do emprego da técnica de cocristalização”, explica.

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