Prevenção do Suicídio

O suicídio pode ser definido como um ato deliberado, realizado pelo indivíduo de forma consciente, cuja intenção seja a própria morte, mesmo que ambivalente, usando um meio que ele acredita ser letal. É um comportamento com múltiplos determinantes e resultado de uma complexa interação de fatores psicológicos e biológicos, inclusive genéticos, culturais e socioambientais.

Dessa forma, deve ser considerado como o desfecho de uma série de fatores que se acumulam na história do indivíduo, não podendo ser tratado de forma causal e simplista, vinculado apenas a determinados acontecimentos pontuais da vida do sujeito. É a consequência final de um processo

Atualmente é considerado a 2° principal causa de morte entre os jovens brasileiros de 15 a 29 anos e estima-se que a cada 46 minutos uma pessoa tire a própria vida em algum lugar do mundo. Trata-se de um fenômeno complexo, produtor de uma epidemia silenciosa que, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), acomete no mundo cerca de 800 mil pessoas por ano. Entretanto, esse grande problema de saúde pública pode ser prevenido por meio de ações que visem a promoção do bem estar e da saúde mental.

Devido ao estigma e ao tabu em relação ao tema, muitos sentem que não podem ou não devem pedir ajuda. Além disso, muitas pessoas sentem receio e consideram que não sabem como prestar ajuda a alguém que está em risco de suicídio. Um dos caminhos para a prevenção do suicídio é justamente a atenção aos sinais e comportamentos das pessoas em sofrimento psíquico, bem como a ampliação de informações sobre a temática da saúde mental. (Para maiores informações, acesse as cartilhas cujos links encontram-se no final da página)

Falar, desmistificar e aprofundar as discussões sobre o tema, produzindo e propagando informações e conhecimentos acerca da questão, é, portanto, uma valiosa estratégia para a prevenção do suicídio.

Se você se encontra diante de alguém que está demonstrando que o suicídio é uma possibilidade, fique calmo, ouça e mostre empatia. Não duvide ou minimize o risco, leve a situação a sério e verifique o grau de risco, perguntando sobre possíveis tentativas anteriores e ficando atento a instrumentos ou comportamentos potencialmente letais. Se possível, consiga ajuda e identifique outras formas de dar suporte emocional. Em caso de risco iminente, fique com a pessoa até que seja possível ampliar as possibilidades de apoio. Lembre-se que a experiência de cada pessoa é única e as estratégias de apoio devem ser pensadas também de forma individualizada, buscando adequá-las ao contexto e às possibilidades de cada um.

Caso você esteja enfrentando algum tipo de sofrimento emocional, que inclua ou não ideações suicidas, não guarde seus sentimentos para si. No Brasil temos centros e instituições gratuitos voltados à promoção de suporte à saúde mental e espaços de acolhida ao público em geral, como as listadas a seguir:

  • CAPS e Unidades Básicas de Saúde (Saúde da Família, Postos e Centros de Saúde) mais próximos de sua localidade.
  • Em situações de urgência e emergência: UPA 24H, SAMU (192), Corpo de Bombeiros (193), Pronto Socorro, Hospitais.
  • Centro de Valorização da Vida (CCV) (24 horas por dia/ 07 dias por semana) – Formas de contato: Ligação para o número 188. Chat da CVV pelo site https://www.cvv.org.br/chat
  • Instituto BIA DOTEForma de contato: número 85 998420403; https://institutobiadote.org.br/

Sugestões para ler e escutar:

Prevenção do Suicídio: Manual dirigido ao público em geral

Prevenção do Suicídio: Manual dirigido a profissionais das equipes de saúde mental.

Cartilha Suicídio Informando para Prevenir

–  Falando Abertamente sobre Suicídio (folheto voltado para jovens e adolescentes elaborado pelo CVV)

Cartilha Governo Estadual sobre COVID (isolamento, etc) e saúde mental

Just Talk – O Podcast do TJES – Episódio Setembro Amarelo

Podcast Mamilos – Episódio #03 O que é o cérebro pandêmico?

Podcast Gente Conversa – Episódio #14 Sociedade do Cansaço

 

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