Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira
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Egressos do Mestrado Interdisciplinar em Humanidades são aprovados para doutorado em diversas universidades brasileiras

Data de publicação  21/03/2022, 10:45
Postagem Atualizada há 9 meses
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O Mestrado Interdisciplinar em Humanidades (MIH), do Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Humanidades (POSIH), da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab), em funcionamento desde janeiro de 2016, teve a conclusão da primeira turma em 2018. Desde então, vem formando quadros que continuam as suas trajetórias acadêmicas em nível de doutorado em várias universidades e em diferentes programas do país e da Europa. Em anos anteriores, egressos do MIH/Unilab já foram aprovados e estão cursando doutorado na Universidade do Porto, na Faculdade de Belas Artes, no Programa de Educação Artística; na Universidade Federal do Maranhão, no Programa de Serviço Social; e na Universidade Federal da Paraíba, no Programa de Ciências Sociais. Neste ano de 2022, alguns egressos do Mestrado Interdisciplinar em Humanidades também foram aprovados e iniciarão o seu doutoramento.

Uma dessas egressas é Ana Maria Eugênio da Silva que, em 2022, foi aprovada para o doutorado em História Social no Programa de Pós-Graduação em História, da Universidade Federal do Ceará (UFC). Mulher negra quilombola, Ana Eugênio ingressou no Mestrado Interdisciplinar em Humanidades em 2019, sendo contemplada no primeiro edital de vagas específicas para quilombolas e indígenas, indício da relevância da especificidade para ingresso e permanência dos povos tradicionais nos cursos de Graduação e Pós-Graduação da Unilab. A quilombola aponta que “no decorrer de minha trajetória acadêmica em outras instituições, as referências indicadas, geralmente, eram sempre apresentadas sobre o viés colonial e na perspectiva eurocentrada. A partir da Unilab, tive contato com produções epistemológicas de pesquisadoras (es) negras (os), fortalecendo assim minha identidade enquanto mulher negra quilombola, possibilitando-me (des)construir outras formas de compreender a realidade na qual estou inserida”, conta.

Ela salienta ainda a importância da pesquisa no mestrado para a sua formação. “O estudo trouxe reflexões sobre a contribuição dos conhecimentos ancestrais das mulheres quilombolas do Sítio Veiga para o fortalecimento e pertencimento étnico-quilombola, transmitidos pelas matriarcas: Mãe Veia, Mãe Luzia Parteira e Socorro Eugênio – esta última é a primeira professora quilombola do Quilombo Veiga – e a própria pesquisadora, pois carrega em si legados de histórias e memórias das mulheres de ontem e de hoje, na contemporaneidade”, aponta. Ana Eugênio, defendeu no MIH/Unilab, em setembro de 2021, a dissertação de mestrado “As Quilombolas do Sítio Veiga e a Dança de São Gonçalo em Quixadá-CE”, sob a orientação  da professora Larissa Oliveira e Gabarra.

Outro egresso do MIH que segue a trajetória acadêmica é Daniel dos Santos Carneiro que, em 2022, foi aprovado no Programa de Pós-Graduação em Mudança Social e Participação Política- ProMuSPP, Universidade de São Paulo (USP) e no Programa de Pós-Graduação em Educação, da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Daniel ingressou no MIH através das vagas ofertadas para ampla concorrência, em 2017. Após conclusão do mestrado e aprovação nas seleções para doutoramento, escolheu fazer o seu doutorado Acadêmico em Mudança Social e Participação Política pela USP. O egresso do MIH destaca que “durante o curso fui bolsista da Unilab, o que assegurou que eu desempenhasse as atividades de pesquisa. Pesquisei sobre trabalho, secas e epidemias no Ceará, com ênfase na região Norte do Estado. No decorrer da pesquisa analisei a seca em seus aspectos sociais e climáticos relacionando-os com as condições de saúde da população”, explica. Daniel defendeu no MIH/Unilab, em abril de 2019, a dissertação de mestrado intitulada “Trabalho, secas e epidemias em Sobral-CE (1877-1925)”, sob a orientação do professor Edson Holanda Lima Barboza.

Estudante internacional doutorando

Do MIH também seguiu o caminho acadêmico de doutorado o egresso internacional Heuler Costa Cabral, guineense que, em 2022, foi aprovado no Programa de Pós-Graduação em Filosofia, Doutorado em Filosofia, da Universidade Federal do ABC (UFABC). Heuler ingressou no MIH em 2020, nas vagas reservadas aos candidatos dos PALOP (Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa). O pesquisador destaca que a sua formação no mestrado foi de “uma experiência singular. Aprendi bastante sobre interdisciplinaridade que, para mim, é um princípio de diálogo de múltiplas maneiras de ver, conhecer ou abordar fenômenos; de viver também. Obtive um grande aprendizado sobre a filosofia tradicional Africana e Afro-Brasileira. Ao pesquisar a filosofia Yurubá mergulhei não só no estudo da cultura Yorubá, mas também no estudo da Filosofia e da cultura tradicional africana, no qual pude fazer alguns diálogos filosóficos entre cultura Yorubá com algumas culturas tradicionais africanas, como cultura Bantu, Pepel (de Guiné-Bissau)”, conta. Heuler foi bolsista da Funcap (Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico) e defendeu no MIH/Unilab, em janeiro de 2022, a aissertação de mestrado “A concepção de Orí como Autodeterminação Humana”, sob a orientação do professor Antônio Vieira da Silva Filho.

Indígena doutorando

Outro egresso do Mestrado Interdisciplinar em Humanidades que está na fase de doutorado é Suzenalson da Silva Santos, indígena do Povo Kanindé, da Aldeia Sitio Fernandes, no Município de Aratuba, Maciço de Baturité, Ceará. Em 2022, Suzenalson foi aprovado para o doutorado em História Social no Programa de Pós Graduação em História, da Universidade Federal do Ceará (UFC). O pesquisador ingressou no Mestrado Interdisciplinar em Humanidades no ano de 2019, através do edital específico para entrada de indígenas e quilombolas. Suzenalson Santos destaca que para ele “é um orgulho muito grande ter feito parte do Mestrado Interdisciplinar em Humanidades na Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira, pois foi importante e impactante positivamente na minha vida acadêmica! Vida longa a nossa UNILAB!!! Vida longa ao nosso MIH!!!”, celebra Santos.  Suzenalson,defendeu no MIH/Unilab, em outubro de 2021, a dissertação de mestrado intitulada “Um Museu Indígena como estratégia interdisciplinar de formação entre os Kanindé no Ceará”, sob a orientação do professor Roberto Kennedy Gomes Franco.

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